Ações da Hapvida fecham em alta de 14% após balanço
Papéis da companhia abriram o pregão em forte queda de quase 15%, mas reverteu as perdas ao longo do dia

A ações da Hapvida encerraram o dia em forte valorização, liderando as altas do Ibovespa, nesta quinta-feira (19) após sinalização de tendências mais positivas para o primeiro trimestre do ano depois de divulgar o balanço na véspera. No início do pregão, os papéis da empresa chegaram a recuar quase 15%.
As ações da operadora de saúde fecharam em alta de 14,98%, cotadas a R$ 9,44.
Analistas do Citi destacaram que, durante a teleconferência sobre o balanço mais cedo, a administração reiterou sua convicção no processo em curso de racionalização e reestruturação operacional, que deve continuar sendo guiado pelos pilares estratégicos de reacelerar o crescimento da receita e controlar custos/despesas, ao mesmo tempo em que busca proteger o NPS dos clientes.
"Vale destacar que a administração foi enfática ao ressaltar que continua avaliando oportunidades de racionalização do portfólio, incluindo a possível venda de ativos subutilizados ou uma reavaliação mais estrutural em regiões não estratégicas, com o objetivo não apenas de melhorar custos e a estrutura de capital, mas também de aumentar o foco no negócio principal", acrescentaram em relatório a clientes.
Ainda de acordo com o relato dos analistas do Citi sobre a teleconferência, no curto prazo, tanto o MLR do primeiro trimestre quanto as tendências de adições líquidas indicam melhora em relação ao quarto trimestre do ano passado.
"Além disso, uma desaceleração no capex (R$ 600 milhões a R$ 700 milhões estimados para 2026) e a redução de multas da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) devem gradualmente sustentar uma melhora no fluxo de caixa e nas margens ao longo dos próximos trimestres", acrescentaram, ponderando que a judicialização deve permanecer persistentemente elevada.
Na teleconferência, a empresa também reiterou estar confortável com sua estrutura de capital, sem expectativa de pressão de liquidez ou capital no curto prazo.
Para a equipe do Citi, contudo, apesar da postura mais enfática em relação à racionalização de ativos/estrutura e sinais de melhora operacional no primeiro trimestre tenham sido pontos positivos importantes, a Hapvida ainda está nos "estágios iniciais de um processo de 'turnaround' complexo — e certamente não existem 'soluções da noite para o dia'".
Mais cedo os papéis desabaram quase 15%, sendo negociados na mínima histórica intradia de R$ 7, refletindo expectativas desancoradas e preocupações renovadas com o balanço e o fluxo de caixa livre (FCF), que a equipe do Citi avalia que deve continuar pressionando o sentimento dos investidores por algum tempo.
Resultado do 4ª tri
A Hapvida teve lucro líquido ajustado de R$ 181 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 64,9% sobre o desempenho registrado um ano antes. O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado foi de R$ 714 milhões, recuo de 32,8% na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.
A receita líquida cresceu 5,9% no período, para R$ 8 bilhões, segundo o balanço. Já a sinistralidade caixa atingiu 75,5%, alta de 4,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com Informações da Reuters


