Bitcoin tem queda com dados dos EUA, mas se mantém acima de US$ 100 mil

Investidores assimilam dado de demissões pior que esperado dos Estados Unidos, na ausência de estimativas oficiais devido ao shutdown do governo

Letícia Araújo, especial para a AE, do Estadão Conteúdo
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O bitcoin e outras criptomoedas importantes registraram queda nesta quinta-feira (6) devolvendo os ganhos da quarta (5), em meio a uma nova fragilização do sentimento de risco que acompanha os índices acionários dos EUA.

Investidores assimilam dado de demissões pior que o esperado dos Estados Unidos, na ausência de estimativas oficiais devido ao shutdown do governo.

Por volta das 17h08 (em Brasília), o bitcoin tinha queda de 2,62%, a US$ 101.369,22 e o ethereum caía 4,33%, a US$ 3.328,87, de acordo com a plataforma Coinbase.

O bitcoin voltou a oscilar e pender para o sinal negativo ainda durante a manhã, mas sem voltar a cair abaixo de US$ 100 mil, como observado no início da semana. Dados de emprego mostrando salto no número de demissões e o shutdown do governo dos Estados Unidos ajudam a azedar o apetite por risco global.

A Glassnode afirma que o mercado cripto permanece em um "equilíbrio fragilizado", mas sem pânico e estruturalmente intacto.

Para o futuro, a direção dos ativos dependerá da absorção da venda contínua pela demanda - retomando o nível entre US$ 112 mil e US$ 113 mil - ou se a tendência de queda será estendida, com os vendedores seguindo no controle.

No noticiário dos ativos digitais, o presidente dos EUA, Donald Trump, repetiu que quer transformar o país em uma "superpotência" do setor cripto e de inteligência artificial para enfrentar a China na corrida tecnológica global.

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