Bolsas da Europa fecham em forte queda, sem anúncio concreto de Trump-Xi

Ações europeias de semicondutores reagiram em forte baixa depois que cúpula terminou sem anúncios relevantes de acordos no setor de chips

Thais Porsch, do Estadão Conteúdo
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As bolsas europeias fecharam em queda robusta nesta sexta-feira (15) após a cúpula dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, terminar sem anúncios concretos. Investidores agora retomam as atenções para o conflito no Oriente Médio e a falta de perspectiva de um acordo entre os EUA e o Irã no curto prazo.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,71%, a 10.195,37 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 2,05%, a 23.955,19 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,60%, a 7.952,55 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,87%, a 49.116,47 pontos. Em Madri, o Ibex 35 registrou baixa de 1,07%, a 17.618,59 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 1%, a 9.033,06 pontos. As cotações são preliminares.

Trump reafirmou nesta sexta que Xi Jinping apoia "fortemente" restrições nucleares ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. O republicano acrescentou que a China comprará aviões e soja dos EUA, mas negou conversas sobre tarifas.

Do lado chinês, contudo, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, contradisse as declarações de que tarifas não haviam sido discutidas. Segundo ele, Pequim e Washington concordaram em ampliar o comércio bilateral "sob uma estrutura de redução tarifária recíproca".

As ações europeias de semicondutores reagiram em forte baixa depois que a cúpula terminou sem anúncios relevantes de acordos no setor de chips. As ações da STMicroelectronics - que fornece para Apple, Tesla e SpaceX - caíram 4,35% em Paris, a alemã Infineon Technologies recuou 4,28% e a holandesa ASML Holding cedeu 4,81%.

Os papéis de energia, porém, operaram em alta, à medida que os preços do petróleo subiam com a guerra do Irã. Em Londres, a BP e a Shell avançaram 1,61% e 1,27%, respectivamente. Em Madrid, a Repsol teve alta de 0,49%, enquanto a TotalEnergies subiu 0,27% em na bolsa de Paris.

Ainda no radar europeu, a instabilidade política no Reino Unido inspirou cautela na sessão e levou rendimentos dos Gilts para novas máximas. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfrenta mais uma disputa para se manter no cargo, após seu rival no Partido Trabalhista, Andy Burnham, abrir caminho para chegar ao Parlamento e à liderança do partido.

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