Wall Street fecha em queda em meio a temores com inflação
Petróleo fechou em alta, após Trump voltar a repetir que os Estados Unidos não precisam do Estreito de Ormuz aberto

Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira (15), com a disparada dos preços do petróleo reforçando os temores da inflação global.
O rendimento do Treasury de 10 anos, um indicador dos custos globais de empréstimos, atingiu o nível mais alto desde maio de 2025. Os rendimentos dos títulos globais também aumentaram com a crescente evidência dos danos econômicos generalizados da guerra no Oriente Médio.
As chances de o Federal Reserve aumentar os juros em 25 pontos-base em dezembro aproximam-se de 40%, acima dos 13,6% de uma semana atrás, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. O mandato de Jerome Powell como chair termina nesta sexta (15) e ele será sucedido por Kevin Warsh.
Os investidores também acompanharam de perto a cúpula entre EUA e China, que terminou nesta sexta-feira (15) sem grandes manchetes, após discussões entre as duas maiores economias do mundo que abrangeram uma ampla agenda, incluindo comércio, Irã e Taiwan. Trump confirmou que a China comprará aviões e soja dos EUA, mas investidores sentiram falta de maiores detalhes do encontro do presidente Donald Trump com o líder chinês Xi Jinping.
O Dow Jones caiu 1,07%, para 49.526 pontos, recuando dos 50.000 pontos atingidos na quinta-feira (14). O Nasdaq perdeu 1,54%, a 26.225 pontos, e o S&P 500 recuou 1,24%, a 7.408 pontos, ambos se afastando das máximas históricas atingidas na quinta (14).
Na semana, o Dow Jones caiu 0,16% e o Nasdaq, 0,08%. O S&P 500 subiu 0,13%. O S&P 500 registrou o sétimo ganho semanal consecutivo, o mais longo desde que uma sequência de nove semanas terminou em dezembro de 2023. O Nasdaq interrompeu uma sequência de seis semanas de alta.
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (15), após novas falas do presidente do EUA, Donald Trump, aumentarem as incertezas sobre os rumos do conflito no Oriente Médio.
Mais cedo, o republicano disse que a paciência com o Irã estava se esgotando, reforçando as preocupações com a falta de progresso em um acordo de paz para acabar com os ataques e apreensões de navios no Estreito de Ormuz.
O petróleo WTI para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 4,23%, a US$ 101,02 o barril. Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 3,35%, a US$ 109,26 o barril. Na semana, ambos acumularam alta de 5,89% e 7,87%, respectivamente.
O presidente Trump voltou a repetir que os Estados Unidos não precisam do Estreito de Ormuz aberto. Na quinta-feira (14), o preço médio nacional da gasolina comum nos EUA, segundo a Associação Automobilística Americana, era de US$ 4,53 por galão.
Além disso, em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que a campanha militar contra o Irã “continuará!”, sugerindo que ele ainda considera retomar os ataques em meio a um frágil cessar-fogo com o país.
Dentre destaques do mercado, a Microsoft subiu 3,1% após a divulgação de uma nova posição na empresa assumida pelo fundo de hedge Pershing Square, de Bill Ackman.
A Ford caiu 7,5%, recuando de um aumento de quase 21% nas duas últimas sessões, devido ao otimismo em relação ao negócio de armazenamento de energia da montadora.
*Com informações da CNN Internacional e da Reuters


