Bolsas europeias fecham em queda com cautela sobre relação Europa-EUA
Os investidores continuam incertos quanto ao futuro da Ucrânia e da Groenlândia

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira (23) enquanto os investidores seguem cautelosos sobre a relação da Europa com os Estados Unidos e incertezas quanto ao futuro da Ucrânia e da Groenlândia, apesar das negociações em andamento em meio ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,07%, a 10.143,44 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,01%, a 24.859,36 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,07%, a 8.134,05 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,58%, a 44.831,60 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,67%, a 17.544,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,54%, a 8.557,86 pontos. As cotações são preliminares.
O Kremlin informou nesta sexta-feira que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, manteve uma reunião "extremamente franca" com representantes dos Estados Unidos, com foco no conflito na Ucrânia e nos próximos passos das negociações diplomáticas. Além disso, a primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral de segurança — com representantes da Rússia, dos EUA e da Ucrânia — aconteceu nesta manhã em Abu Dhabi.
As tensões impulsionaram as ações de defesa: a Rheinmetall avançou 2,01% em Frankfurt e a Leonardo subiu 2,11% em Milão. A Euronext anunciou nesta sexta-feira o sucesso da listagem da Czechoslovak Group (CSG) na Euronext Amsterdam, do que se trata, segundo a empresa, do "maior IPO de defesa já registrado no mundo". As ações dispararam 29,8%.
Os investidores também estão atentos a quem fará parte do Conselho de Paz para Gaza, presidido pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O chefe da Casa Branca subiu o tom contra o Irã ao dizer que os Estados Unidos têm uma "armada" em direção ao país persa, enquanto os protestos continuam em Teerã e outras cidades.
Pela manhã, dados do PMI da Alemanha vieram acima do previsto. Para analistas da Capital Economics, isso sugere que a economia alemã pode estar começando a seguir num ritmo positivo. "Ainda acreditamos que a recuperação em 2026 ficará aquém do esperado", ponderam os analistas.


