Bolsas globais derretem com temor de ampliação da guerra no Oriente Médio
No caminho oposto, dólar e petróleo têm sessão de ganhos firmes, com investidores em busca de segurança

Bolsas ao redor do mundo operam em forte queda nesta terça-feira (3), com a guerra no Oriente Médio entrando no quarto dia e o temor dos impactos de ampliação do conflito sobre a inflação e o comércio global.
No caminho oposto, investidores buscam proteção no dólar, que opera em alta ante as principais moedas globais.
No mercado de energia, a cotação do petróleo dispara ao redor de US$ 80 com risco de ruptura no abastecimento por interferências no Estreito de Ormuz, canal responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo global.
A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã se intensificou desde os primeiros ataques no sábado, com Israel atacando o Líbano e o Irã respondendo com investidas contra países do Golfo e ameaçando navios que usarem o importante Estreito de Ormuz.
Os principais índices de Wall Street fecham no negativo, operando no vermelho desde o pré-mercado, contaminado pelo temor da Ásia e Europa.
O S&P 500 perdeu 0,94%, para 6.816,59 pontos, enquanto o índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,00%, para 22.521,24 pontos. Já o Dow Jones caiu 0,82%, para 48.505,21 pontos.
No outro lado do Atlântico, bolsas na Europa fecharam com desvalorização em bloco, à medida que a perspectiva de uma guerra prolongada no Oriente Médio pesa no sentimento dos investidores.
O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 2,07%, enquanto em Londres o FTSE 100 perdeu 2,75%. Na mesma linha, em Paris, o CAC 40 caiu 3,46%, enquanto em Frankfurt, o DAX recuou 3,59%.
Os mercados asiáticos também fecharam em forte queda nesta sessão, ampliando o sentimento negativo da véspera.
Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi sofreu um tombo de 7,24% em Seul — no seu pior pregão em 19 meses —, na volta de um feriado.
Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 3,06% em Tóquio, o Hang Seng recuou 1,12% em Hong Kong, e o Taiex cedeu 2,20% em Taiwan.
Até recentemente, o Kospi e o Nikkei vinham atingindo sucessivas máximas históricas.
Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 1,43%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto registrou perda mais expressiva, de 3,24%.
Ibovespa tomba mais de 3%
O Ibovespa fechou com queda superior a 3% no pregão desta terça-feira, contaminado pela aversão a risco global diante do agravamento do conflito no Oriente Médio, com Petrobras também sucumbindo, mesmo com nova disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.
O principal índice da bolsa caiu 3,28%, a 183.104,87 pontos - menor patamar de fechamento desde 5 de fevereiro e maior queda percentual desde 5 de dezembro de 2025,
Já o dólar, após se aproximar dos R$ 5,35 no início da tarde, perdeu força no Brasil e encerrou o dia em patamar mais baixo, mas ainda assim com forte alta ante o real, na esteira do acirramento do conflito entre EUA e Irã.
O dólar à vista fechou com alta de 1,91%, cotado a R$ 5,2639 na venda. Em 2026, o dólar acumula agora queda de 4,10%
Dólar e petróleo sobem
Na direção oposta ao mercado acionário, dólar e petróleo sobem com força nesta sessão.
A divisa norte-americana ganha 0,5% ante as principais divisas globais, segundo o índice DXY.
O petróleo também tem mais uma sessão de alta. O barril do Brent, referência no mercado global, sobe cerca de 1,45%, negociado acima de US$ 78. Já o WTI ganha mais de 1,18%, a quase US$ 72 o barril.
Após fortes altas na véspera, metais preciosos encerraram no vermelho hoje. O ouro perdeu cerca de 3,54%, com a onça-troy negociada ao redor de US$ 5 mil, enquanto a prata perdeu 6,05%, a US$ 83.
*Com informações Reuters


