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Nunca houve conversa sobre federalização do BRB, diz presidente da Caixa

Ao CNN MOney, Carlos Antônio Vieira comenta sobre possibilidade de federalização do Banco de Brasília e se Caixa avalia comprar ativos bons do BRB

Manuela Miniguini, da CNN Brasil*
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O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira, negou discussões sobre a federalização do BRB (Banco de Brasília), ressaltando que a Caixa não tem autonomia para discutir o tema.

Em entrevista ao CNN Money nesta quinta-feira (5), o Vieira disse que a gestão do BRB e seus ativos estão em boas mãos.

Já em relação à compra de ativos, Vieira cita que a Caixa participa da discussão como qualquer banco em busca de oportunidades, mas que comprará carteiras caso considere interessante.

"Não existe essa conversa. A Caixa não tem autonomia para discutir um tema desse. Isso é um problema que passa por órgãos superiores à Caixa, e o banco, apesar de fundamental na economia brasileira, jamais poderia assumir um compromisso de falar sobre um assunto que não nos diz respeito", disse.

O banco público divulgou na véspera balanço de 2025, que registrou alta de 10% no conglomerado anual.

Vieira declarou que alguns aspectos, como melhora de margem financeira, controle de gastos efetivo e crescimento da carteira de 11% a 12%, alavancaram o resultado positivo.

 

Previsões para carteira de crédito e crescimento em 2026

Outro assunto citado pelo presidente em relação aos resultados trimestrais foi o papel da carteira de crédito para o estímulo da economia brasileira e desenvolvimento da Caixa Econômica, sobretudo o crédito imobiliário.

"Temos R$ 250 bilhões anunciados para o FGTS no ano de 2026. Isso estimula aumento de participação por imóvel e é um grande alavancador da economia brasileira e segmento de construção civil", diz Vieira.

O presidente explica, também, que apesar da queda de investimentos na poupança, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) compensam essa questão.

Só no primeiro trimestre de 2026, de acordo com o presidente, foram captados pela Caixa quase R$ 4 bilhões em LCIs. "Isso mostra a robustez da captação de crédito", disse.

Por fim, o presidente afirma que a Caixa espera por crescimento gradual em 2026, mas que está ciente de elementos externos de forte influência.

"Existem novos elementos exteriores que podem influenciar a economia como um todo, como a guerra no Oriente Médio, mas continuamos com a expectativa de crescimento gradual e sem grandes saltos", finaliza Vieira..

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