Bolsas de Wall Street caem com aumento das tensões no Oriente Médio
Wall Street enfrentou altas recordes na semana passada, mas tem chances de perder ganhos devido a desdobramentos do conflito

As bolsas de Nova York se desvalorizam nesta segunda-feira (20), após uma alta recorde em Wall Street na semana passada, já que as perspectivas cada vez mais pessimistas de um fim para o conflito com o Irã levaram os investidores a reduzir seu apetite pelo risco.
O Irã abriu o Estreito de Ormuz na sexta-feira, provocando um frenesi de compras nos mercados, com o S&P 500 e o Nasdaq atingindo recordes de alta pela terceira sessão consecutiva. Eles também registraram seus maiores saltos semanais desde maio.
No entanto, Teerã reimpôs o fechamento da hidrovia após a escalada das tensões, depois que os EUA disseram ter apreendido um navio de carga iraniano que tentou burlar seu bloqueio.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse na segunda-feira que não havia planos para uma segunda rodada de negociações com os EUA, já que o bloqueio prejudicou as negociações e as diferenças sobre o programa nuclear de Teerã permaneceram.
Os preços do petróleo subiam 5%, com as ações de energia dos EUA em alta no pré-mercado. A Exxon Mobil e a Chevron ganhavam 2% e 1,9%, respectivamente, e a Occidental Petroleum subia 2,5%.
"Não se pode descartar uma escalada de curto prazo para obter vantagem nas negociações", disse Mohit Kumar, economista da Jefferies.
"Nossa opinião continua sendo a de que estamos caminhando para um acordo. Estamos em um estágio em que não é do interesse de nenhuma das partes continuar com a guerra. A base eleitoral de Trump não quer continuar, e Trump quer um acordo. Para a Guarda Revolucionária do Irã, o objetivo é a sobrevivência."
Às 12h21 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,20%, enquanto o S&P 500 se desvalorizava em 0,37%, e o Nasdaq perdia 0,90%.


