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    Dólar recua 1,72% e fecha a R$ 5,56 com alívio doméstico e internacional; Ibovespa avança

    Investidores digerem falas de Lula sobre responsabilidade fiscal e aguardam reunião com ministros

    Por volta de 15h45, a moeda norte-americana caía 1,95%, negociada a R$ 5,5671
    Por volta de 15h45, a moeda norte-americana caía 1,95%, negociada a R$ 5,5671 20/03/2019REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

    Da CNN*

    O dólar teve forte queda ante o real e o Ibovespa engatou a terceira alta seguida nesta quarta-feira (3), com alívio interno após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitar novos ataques ao Banco Central (BC) e à política monetária e reiterar compromisso com a responsabilidade fiscal.

    A sessão ainda marcada por expectativa sobre uma reunião dele com a equipe econômica, que deve ocorrer a partir das 18h.

    O cenário também é favorecido pelo cenário internacional, com investidores digerindo dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), indicando que a economia está em desaceleração.

    O dólar encerrou a sessão com perda de 1,72%, negociado a R$ 5,569 na venda, em linha com a desvalorização da divisa norte-americana ante a cesta de moedas fortes.

    Na véspera, o dólar chegou a bater R$ 5,70, mas recuou para fechar em R$ 5,666.

    Apoiado pela Vale (VALE3), o Ibovespa encerrou a sessão com avanço de 0,7%, aos 125.661 pontos, melhor patamar desde o fim de maio.

    Desde meados de junho, antes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidir manter a taxa Selic em 10,5% ao ano, Lula vinha criticando quase que diariamente o nível dos juros, o mercado financeiro, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e as propostas de corte de gastos para ajuste fiscal.

    Daquela data até terça-feira, Lula disparou suas críticas em 8 de 11 dias úteis, o que fez o dólar e as taxas futuras saltarem no Brasil, com o mercado chegando a precificar nos últimos dias a possibilidade de o BC subir a Selic já neste mês.

    Nesta quarta-feira, Lula decidiu interromper as críticas e, em movimento contrário, afirmar que a responsabilidade fiscal é um compromisso de seu governo.

    “A gente vai ter uma política econômica sem causar sobressalto a ninguém, a gente vai ter uma política econômica que vai fazer esse país crescer, a gente vai continuar fazendo transferência de renda, e a gente ao mesmo tempo vai continuar com a responsabilidade que nós sempre tivemos”, disse Lula em evento no Palácio do Planalto.

    A pauta brasileira também mostrou que a produção industrial retraiu em maio pelo segundo mês seguido, impactada pelas chuvas no Rio Grande do Sul e com destaque para os setores automotivo e alimentício, mas as quedas de 0,9% ante abril e de 1% ano a ano foram menores do que as previsões no mercado.

    Alívio global

    O viés positivo dos índices brasileiros também foram influenciados pelo cenário internacional, após que dados do mercado de trabalho nos EUA vieram abaixo do esperado.

    O bom humor foi reforçado pela ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), indicando que a economia dos Estados Unidos parece estar desacelerando e que “as pressões sobre os preços estão diminuindo”.

    Apesar do tom positivo, a autoridade ainda citou uma abordagem de “esperar para ver” antes de se comprometerem com cortes na taxa básica de juros, de acordo com a ata da reunião de dois dias realizada em 11 e 12 de junho.

    *Com informações de Reuters