Dólar sobe a R$ 5,44 e bolsa cai com plano de contingência no radar
Investidores ainda esperavam do plano de contingência do governo brasileiro para empresas afetadas pela tarifa de 50% dos Estados Unidos

O dólar à vista teve leve alta ante o real, em sessão de baixa liquidez e vazia de indicadores, mas com noticiário movimentando no cenário doméstico e externo, o que incluiu novidades sobre o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Os investidores ainda esperam o anúncio do plano de contingência do governo brasileiro para empresas afetadas pela tarifa de 50% dos Estados Unidos, com falas do presidente do Banco Central e do ministro da Fazenda no radar.
O dólar à vista subiu 0,18%, a R$ 5,4439 na venda. Já o Ibovespa, referência do mercado acionário, caiu 0,21%, a 135.623,15 pontos.
Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo a força da moeda norte-americana no exterior, com ganhos principalmente frente a moedas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.
Cenário no Brasil
O mercado doméstico continua monitorando o impasse comercial entre Brasil e EUA, que entra em uma semana fundamental.
A expectativa é de que o governo anuncie seu plano de ajuda para empresas afetadas até terça-feira (12), como já antecipado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Na quarta (13), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha uma conversa prevista com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Mas, Haddad informou nesta segunda-feira que a reunião foi desmarcada por articulação da extrema-direita no país.
Para além da questão comercial, os agentes financeiros voltarão suas atenções nesta segunda para comentários de autoridades ao longo do dia. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participou de palestra na ACSP (Associação Comercial de São Paulo), em São Paulo, às 10h30.
Já Haddad, por sua vez, concedeu entrevista à GloboNews às 13h.
As perdas da divisa brasileira ocorrem após uma semana em que o real valorizou cerca de 2% ante o dólar, o que abria espaço para um reajuste nas posições dos investidores neste pregão.
Cenário externo
No cenário externo, os mercados dividem o foco em várias frentes. Um dos destaques da semana será a divulgação de dados de inflação ao consumidor nos EUA na terça-feira, com os agentes em busca de pistas sobre as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve.
Também há expectativa em torno da prorrogação de uma trégua comercial entre EUA e Pequim que expira nesta semana, à medida que os dois parceiros possivelmente buscarão mais tempo para tentar alcançar um acordo.
Na sexta-feira, o noticiário deve repercutir um encontro presencial entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Alasca, conforme se intensificam discussões pelo fim da guerra na Ucrânia.
"A semana começa com uma agenda econômica leve, porém com indicadores e eventos que prometem influenciar o apetite por risco global. Ao longo da semana, o mercado deve reagir tanto aos dados quanto às negociações comerciais e ao cenário político doméstico, mantendo a volatilidade elevada", disse Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.
*Com informações da Reuters


