Ibovespa fecha em queda pressionado por blue chips; dólar sobe a R$ 5,19
Bolsa brasileira passa por movimento de correção após recorde na véspera, acompanhando o desempenho negativo dos mercados no exterior

O Ibovespa fechou em baixa nesta quinta-feira (12), em dia de aversão global ao risco e movimento de realização de lucros da bolsa brasileira após atingir a marca histórica dos 189 mil pela primeira vez na véspera. A queda acompanha o desempenho dos mercados no exterior e acontece em meio a temporada de balanços corporativos.
O recuo do principal índice da bolsa foi puxado pelas blue chips Petrobras, Itaú Unibanco, Bradesco e Vale. Na ponta positiva, o Banco do Brasil figurou entre as maiores altas do dia durante todo o pregão, na contramão dos bancos, após a divulgação do balanço.
O Ibovespa fechou em queda de 1,02%, aos 187.766,42 pontos.
Uma piora do desempenho dos ativos de risco no exterior no início da tarde foi determinante para o avanço do dólar ante o real nesta quinta-feira, com a moeda fechando pouco abaixo dos R$ 5,20, após se aproximar dos R$ 5,15 mais cedo.
O dólar à vista fechou com alta de 0,23%, cotado a R$ 5,1993 na venda.
Para o Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a queda do Ibovespa nesta quinta-feira é um movimento natural de acomodação de preços e correção após forte alta na véspera.
"Acredito que a notícia de moderação da atividade no setor de serviços é marginalmente positiva e ajuda, sem dúvidas, a dar leve alívio à curva de juros, mas não é suficiente para dar sinal positivo ao pregão", avalia.
O movimento de queda deve ser temporário, de acordo com Fábio Perina e Lucas Piza, do Itaú BBA. Os analistas afirmaram que, após ao superar os 187 mil pontos, o Ibovespa abriu caminho para seguir em direção aos 200 mil pontos.
"O próximo grande objetivo de médio prazo - que pode ser alcançado ainda este ano - está na região dos 250.000 pontos, correspondente ao topo do canal de alta de longo prazo", afirmaram no Diário do Grafista.
"Do lado da baixa, o índice possui primeiro suporte em 187.300 pontos. Se perder essa região, o índice encontrará suportes em 183.000, 180.000 e 177.700 pontos - patamar que mantém o índice em tendência de alta", acrescentaram.
Enquanto os números de pedido de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram 5 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, para 227 mil, de acordo com o Departamento do Trabalho americano.
Serviços no Brasil
Os serviços no Brasil registraram queda inesperada no volume em dezembro, marcando uma perda de dinamismo, embora tenha crescido pelo quinto ano seguido.
Em dezembro, o volume de serviços recuou 0,4% na comparação com novembro na série com ajuste sazonal, depois de nove resultados mensais positivos e um de estabilidade, informou nesta quinta-feira (12) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ainda assim, terminou 2025 com alta acumulada de 2,8%, quinto ano seguido com resultado positivo, mas mostrando desaceleração frente à taxa de 3,1% vista em 2024.
Dados dos EUA
O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu menos do que o esperado na semana passada.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 5.000, para 227.000 em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 7 de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (12). Economistas consultados pela Reuters previam 222.000 pedidos para a última semana.
*Com informações da Reuters


