Bolsa fecha próxima de novo recorde com EUA e balanços no radar; dólar cai

Na semana, Ibovespa teve alta de 2,39%, após repercussões sobre fim do shutdown nos últimos dias, que também aumentaram dúvidas em relação a novo corte de juros nos Estados Unidos em dezembro

Da CNN Brasil*
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O Ibovespa fechou em alta e se aproximou de novo recorde, mas perdeu fôlego no fim do pregão, enquanto o dólar fechou em leve baixa nesta sexta-feira (14), com agentes financeiros repercutindo o fim do shutdown nos EUA, à espera de dados da economia americana, e sinalizações sobre corte de juros pelo Fed. Mercado também analisa novos balanços corporativos e dados econômicos.

O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subiu 0,37%, a 157.738,69 pontos, e se aproximou de novo recorde, depois de operar parte do dia acima dos 158 mil pontos. O índice registrou ganhos semanais de 2,39%

Já o dólar à vista caiu 0,01%, aos R$ 5,2976 na venda. Na semana, divisa norte-americana acumulou baixa de 0,7%.

Nos últimos dias, um número crescente de membros do Federal Reserve tem demonstrado dúvidas em relação a um novo corte de juros nos Estados Unidos em dezembro, em meio a preocupações com a inflação e o mercado de trabalho no país.

Em função disso, as expectativas para o anúncio do Fed em dezembro estão divididas, conforme a Ferramenta CME FedWatch: 46,8% apostam na manutenção e 53,2% em um corte de 25 pontos-base.

Em paralelo a isso, os investidores globais seguem temendo ajustes mais profundos nos preços das ações de empresas de tecnologia, enquanto dados da China mostraram crescimento da produção industrial e das vendas no varejo em outubro no ritmo mais fraco em mais de um ano.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue em tendência de alta no curto prazo e tem como próximo objetivo a região dos 165.000 pontos. Mas, acrescentaram, os níveis atuais abrem espaço para uma probabilidade maior de correção.

"A queda no último pregão não significa que a festa do movimento de alta no mercado de ações acabou. O cenário é para cima no curto prazo e possíveis realizações de lucros são saudáveis", afirmaram no relatório Diário do Grafista.

Nesta sexta, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou que o IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) subiu 0,18% em novembro, ante elevação de 0,08% no mês anterior, resultado em linha com estimativa apontada em pesquisa da Reuters.

No Brasil, seguem também as incertezas sobre o início do ciclo de queda da taxa básica pelo Banco Central.

Na última ata do Copom (Comitê de Política Monetária), a autarquia manteve tom duro e disse ter "maior convicção" de que a taxa de juros atual é suficiente para assegurar a convergência da inflação em torno da meta.

Na quinta-feira (13), o dólar à vista fechou com leve alta de 0,09%, aos R$ 5,2982.

*Com informações da Reuters e Agência Estado

 

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