Bolsa renova máxima e vai aos 166 mil pontos pela 1ª vez; dólar cai
Mercado segue bom humor de bolsas em NY; Petrobras é destaque negativo, acompanhando baixa do petróleo

O Ibovespa ganhou novo fôlego nesta quinta-feira (15) e bateu os 166 mil pontos pela primeira vez na história, caminhando para fechar em novo recorde.
A liquidação extrajudicial da gestora Reag, instituição ligada às fraudes do Banco Master, segue nas conversas do mercado, mas pouco influenciou os preços dos ativos.
O principal índice da bolsa atingiu novo recorde intradiário, aos 166.069,84 pontos, a despeito de queda da Petrobras, em meio ao recuo no preço do petróleo no exterior, ainda que em Nova York os principais índices de ações estejam em alta.
Por volta das 15h45, o Ibovespa registrava alta de 0,5%, acima dos 166 mil pontos.
No mesmo horário, o dólar caía 0,7%, cotado a R$ 5,35.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo brasileiro subiram em novembro mais que o projetado pelos economistas.
Os dados forte do varejo estão impulsionando as ações da Magazine Luiza, com valorização de cerca de 7%, liderando os ganhos do pregão. Na outra ponta, a Smart Fit lidera as perdas, com recuo de 9%, após a rede australiana de estúdios fitness F45 Training, presente em mais de 70 países, escolher o Brasil para iniciar sua expansão na América do Sul.
O cenário geopolítico segue no radar, assim como os atritos entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chair do Federal Reserve, Jerome Powell.
Trump afirmou, em entrevista exclusiva à Reuters, que não tem planos de demitir Powell apesar de uma investigação criminal do Departamento de Justiça sobre o chair do Fed. No entanto, ele afirmou que é "muito cedo" para dizer o que fará em última instância.
"Não tenho nenhum plano para fazer isso", disse Trump, quando questionado se tentaria remover Powell de seu cargo.
Dados do varejo
A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 0,20% sobre um ano antes.
Auxílio-desemprego nos EUA
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 9.000, para 198.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 10 de janeiro, de acordo com informações do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta quinta-feira (15). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.
*Com informações da Reuters


