Ibovespa perde força, mas renova recorde pelo 2º dia seguido; dólar cai

Principal índice da bolsa chegou aos 166 mil pontos pela 1ª vez durante o pregão; Petrobras foi destaque negativo, acompanhando baixa do petróleo

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
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O Ibovespa renovou a máxima histórica e fechou acima dos 165 mil pontos pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira (15). A alta aconteceu a despeito da queda de Petrobras, em meio ao recuo no preço do petróleo no exterior, ainda que em Nova York os principais índices de ações também fecharam no positivo.

O principal índice da bolsa operou todo o dia em alta e chegou a tocar os 166 mil pontos, atingindo o novo recorde intradiário, aos 166.069,84 pontos.

O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,26%, aos 165.568,32 pontos.

Para o economista Felipe Paletta, a geopolítica é fator chave na alta dos mercados globais nesta quinta-feira.

"As especulações de que o Estados Unidos poderia providenciar uma ocupação em território iraniano se arrefeceu e isso fez com que os mercados globais se animassem um pouco mais."

De acordo com Paletta, a composição do Ibovespa ajuda a manter o bom humor dos investidores. "A bolsa brasileira é caracterizada por ser uma bolsa com muitas empresas de valor, com commodities, com muitos bancos, essas empresas da velha economia tem nos favorecido em relação ao mercado internacional", analisa.

Já o dólar interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas de altas e fechou em baixa ante o real, com agentes do mercado citando um fluxo de entrada de recursos no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante as divisas fortes.

O dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,61%, aos R$ 5,3684. No ano, a divisa acumula queda de 2,20%.

A liquidação extrajudicial da gestora Reag, instituição ligada às fraudes do Banco Master, segue nas conversas do mercado, mas pouco influenciou os preços dos ativos.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo brasileiro subiram em novembro mais que o projetado pelos economistas.

Os dados forte do varejo impulsionando as ações da Magazine Luiza, com valorização de cerca de 4,05%, entre os maiores ganhos do dia.

"O mercado se animou com os dados de varejo divulgados mais cedo. Com isso, e também com a alta dos juros futuros, ações de empresas de varejo e consumo subiram bem na bolsa hoje, como MGLU3, NATU3 e YDUQ3", analisa Andressa Bergamo, especialista em investimentos e sócia-fundadora da AVG Capital.

Em contrapartida, a Smart Fit liderou as perdas, com recuo de 8,17%, após falas de executivos em um evento fechado sobre a dificuldade em crescer margem esse ano e o anúncio da rede australiana de estúdios fitness F45 Training, presente em mais de 70 países, de escolher o Brasil para iniciar sua expansão na América do Sul.

Os atritos entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chair do Federal Reserve, Jerome Powell continuou no radar do mercado.

Trump afirmou, em entrevista exclusiva à Reuters, que não tem planos de demitir Powell apesar de uma investigação criminal do Departamento de Justiça sobre o chair do Fed. No entanto, ele afirmou que é "muito cedo" para dizer o que fará em última instância.

"Não tenho nenhum plano para fazer isso", disse Trump, quando questionado se tentaria remover Powell de seu cargo.

Dados do varejo

As vendas no varejo brasileiro avançaram 1,0% em novembro na comparação com o mês anterior e subiram 1,3% sobre um ano antes, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (15).

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 0,20% sobre um ano antes.

Auxílio-desemprego nos EUA

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu inesperadamente na semana passada, mas isso provavelmente não sinaliza uma mudança significativa no mercado de trabalho, que permanece em um padrão de espera.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 9.000, para 198.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 10 de janeiro, de acordo com informações do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta quinta-feira (15). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

*Com informações da Reuters

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