Ibovespa fecha em queda com prévia do PIB no radar; dólar vai a R$ 5,37
Principal índice da bolsa recua em pregão de ajustes com vencimento de opções após recordes

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (16), em uma sessão de ajustes negativos, um dia após renovar máximas históricas e flertar com 166 mil pontos pela primeira vez. O dia também foi marcado pelo vencimento de opções, que aumenta a volatilidade e pode gerar ajustes técnicos.
Investidores repercutem o IBC-Br, calculado pelo Banco Central, que mostrou um crescimento mais forte do que o previsto da economia brasileira em novembro do ano passado e pode deixar o Copom mais confortável em esperar para reduzir a Selic
O Ibovespa fechou em queda de 0,46%, aos 164.799,98 pontos -- na semana, o índice acumula alta de 0,76%.
"A Bolsa brasileira operou em queda influenciada pelo vencimento de opções, que aumenta a volatilidade e gera ajustes técnicos, e pela alta dos juros futuros, que pressiona ações mais sensíveis ao crédito e ao consumo. A divulgação do IBC-Br acima do esperado, sem dúvidas, reforça a percepção de juros elevados por mais tempo, enquanto a realização de lucros após altas recentes e resultados operacionais negativos pontuais, como Cyrela, também pesaram sobre o índice", analisa Nicole Malka, sócia da The Hill Capital.
O dólar fechou a sexta-feira com leve valorização no Brasil, próximo da estabilidade, em linha com o desempenho das divisas pares no exterior, em uma sessão de liquidez reduzida nos mercados.
O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,09%, cotado a R$ 5,3733. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,13%.
A agenda macroeconômica brasileira destacava o IBC-Br, considerado um sinalizador do PIB calculado pelo Banco Central, que subiu 0,7% em novembro sobre o mês anterior, segundo dado dessazonalizado. Economistas previam alta de 0,30%.
Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o dado reforça a leitura de que o Banco Central vai ter mais conforto para segurar o corte da taxa Selic, enquanto o mercado já começa a testar um começo de ciclo mais para frente, mesmo com março ainda sendo a referência.
O mercado também segue acompanhando a repercussão do caso relacionado ao Banco Master e a liquidação extrajudicial do Reag, que aconteceu na quinta-feira (15).
Prévia do PIB
No ajuste dessazonalizado, o IBC-Br da agropecuária (-0,3%) apresentou recuo no mês. Já o IBC-Br de serviços (0,6%) e da indústria (0,8%) avançaram.
Por outro lado, no cenário dessazonalizado trimestral, o IBC-Br da agropecuária registrou avanço de 1,9% e o de serviços, 0,4%, enquanto o IBC-Br da indústria recuou 0,8%.
*Com informações da Reuters


