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Dólar cai a R$ 5,54 com IOF e cenário global; bolsa sobe

Mercado nacional começava a sessão com a notícia de que Alexandre de Moraes, do STF, retomou a vigência da maior parte do decreto sobre o IOF

Da CNN Brasil*
Nota de 100 dólares
Na quarta-feira (16), o dólar à vista fechou com alta de 0,03%, a R$ 5,5611  • Sam Mircovich/Reuters
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O dólar à vista teve uma leve queda ante o real nesta quinta-feira (17), enquanto a bolsa subiu, apesar de o STF ter restaurado a vigência do decreto do governo que elevou alíquotas de IOF em uma série de operações cambiais e de crédito, e à medida que agentes financeiros seguem cautelosos diante do ambiente ainda contaminado por incertezas tarifárias e fiscais.

O dólar à vista caiu 0,24%, a R$ 5,5477 na venda. Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, teve uma leve alta de 0,04%, a 135.564,74 pontos.

O mercado nacional começava a sessão com a notícia de que Moraes concedeu liminar na quarta-feira que retoma a vigência da maior parte do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que elevou alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Retomada do decreto do IOF

Relator do processo aberto pelo governo após o Congresso derrubar a elevação das alíquotas, Moraes determinou em despacho divulgado pelo STF que continue suspenso apenas o trecho que aumentou o IOF sobre o chamado risco sacado.

A decisão de Moraes veio depois que uma audiência de reconciliação promovida pelo STF na terça entre representantes do Executivo e do Legislativo terminou sem acordo, com os dois lados optando por aguardar o veredicto do ministro, o que gerou enorme incerteza no pregão anterior.

O retorno das cobranças maiores do IOF, que já enfrentavam resistência entre agentes do mercado, a partir de uma resolução judicial, e não negociada entre as partes, gerava aversão a ativos mais arriscados no Brasil, com investidores buscando dólares.

"Tem uma força vindo por trás (do cenário externo) que é o dólar reagindo à volta do IOF nas operações de câmbio. Isso acaba dando uma pressão para o dólar valorizar sobre o real", disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

Tarifas e dados dos EUA

Ainda na cena doméstica, prevalece a incerteza em relação à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. O mercado aguarda mais detalhes sobre a resposta do governo do Brasil e monitora a perspectiva de negociações entre os dois países.

Na mais recente atualização sobre o tema, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o governo faça uma força-tarefa para encontrar os "pontos que estão pegando" na negociação para que o tema seja resolvido o mais rápido possível.

As incertezas sobre o comércio também trabalhavam contra a moeda brasileira.

No cenário externo, a força do dólar também ajudava a impulsionar a divisa dos EUA no Brasil, principalmente depois que dados desta quinta-feira reforçaram a percepção de resiliência da economia norte-americana.

Números mostraram que as vendas no varejo dos EUA cresceram bem mais do que o esperado em junho, com uma alta de 0,6% na base mensal, ante queda de 0,9% no mês anterior e expectativa de um ganho ligeiro de 0,1% em pesquisa da Reuters.

Outro relatório informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram para 221 mil na semana encerrada em 12 de julho, ante 228 mil pedidos na semana anterior e projeção de aumento para 235 mil.

Os resultados fortes, de forma geral, passavam a percepção de que o Federal Reserve terá um espaço reduzido para cortar a taxa de juros neste ano, apesar da pressão de Trump por cortes imediatos, o que acaba impulsionando o dólar.

O índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – subia 0,39%, a 98,718.

*Com informações da Reuters

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