Ibovespa inverte sinal e fecha em queda após Fed; dólar sobe a R$ 5,11
Projeções das autoridades do banco central apontaram um aumento ainda em 2026, pressionando os ativos ao redor do mundo
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (17), perdendo o fôlego após a decisão do Fed (Federal Reserve) em manter os juros entre 3,5% e 3,75% nos Estados Unidos. Projeções das autoridades do banco central apontaram um aumento ainda em 2026, pressionando os ativos ao redor do mundo.
Agora, investidores seguem à espera do resultado do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central), prevista para após às 18h30.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,70%, aos 168.453,93 pontos.
Já o dólar à vista fechou em alta de 0,41%, cotado a R$ 5,110 na venda. No acumulado do ano, a divisa passou a acumular queda de 6,90% ante o real.
No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anuncia a sua decisão após o fechamento do mercado, com a maioria das projeções apontando em um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano.
"O ponto mais importante será o comunicado. A expectativa é de que o BC corte, mas já prepare o terreno para uma pausa, diante da inflação resistente, atividade ainda forte e risco fiscal", afirmou Thiago Pedroso, da Criteria.
Mercado também segue acompanhando o campo geopolítico, após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que o acordo preliminar com o Irã não é definitivo e que pode retomar os bombardeios no Oriente Médio caso Teerã não se comporte.
Nesta sessão, o barril do petróleo fechou em alta, cotado próximo de US$ 80. A commodity passou a subir após Trump afirmar nesta quarta-feira que um acordo preliminar com o Irã não é definitivo e que ele pode retomar a campanha de bombardeios se não gostar dele ou se Teerã não se comportar.
Fed mantém juros
O comunicado afirma que os membros votaram unanimemente (como de costume), o Fed manteve a taxa básica de juros e ofereceu quatro breves comentários sobre a economia.
O Fed destacou que a economia dos EUA está crescendo apesar da incerteza causada pela guerra com o Irã, a produtividade e o investimento estão apresentando forte crescimento, o mercado de trabalho está acompanhando o crescimento populacional e a inflação permanece alta devido a choques na oferta de energia e outros setores.
A decisão ocorre às sombras do acordo prévio entre EUA e Irã para cessar a guerra no Oriente Médio e abrir o Estreito de Ormuz, canal fundamental para o escoamento de petróleo no mercado global.
A falta de informações concretas sobre os termos e a viabilidade da prática ainda mantém uma dose de cautela no ar.
*Com informações da Reuters


