Ibovespa fecha em alta impulsionado por Vale e bancos; dólar sobe a R$ 5,25
Ações da Petrobras atuaram entre os principais suportes para a bolsa em meio à queda firme do petróleo no exterior

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (2) no primeiro pregão de fevereiro, após duas quedas seguidas, com as ações da Vale e dos bancos Itaú Unibanco e Bradesco entre os principais suportes. O movimento de alta foi atenuado pela forte queda das ações da Petrobras, em meio a um declínio expressivo do petróleo no exterior.
A baixa da commodity ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã estava "conversando seriamente" com Washington, sinalizando uma redução das tensões entre os dois países.
O Ibovespa fechou em alta de 0,79%, aos 182.793,40 pontos.
As ações da Vale fecharam em alta de 0,59%, Itaú Unibanco teve valorização de 0,87% e Bradesco subiu 1,27% no pregão. Enquanto as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras encerram o dia em queda de 1,38% e 1,98%, respectivamente.
Após acumular baixa de 4,39% em janeiro, o dólar encerrou o dia próximo da estabilidade no Brasil, mas novamente acima dos R$ 5,25, com alguns investidores realizando os lucros recentes, enquanto no exterior a moeda norte-americana teve perdas firmes ante pares do real como o peso chileno e o peso mexicano.
O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,18%, aos R$ 5,2577. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,21%.
Apesar da fraqueza das últimas duas sessões de janeiro, o Ibovespa encerrou o primeiro mês do ano com o melhor desempenho para janeiro desde 2006, com alta de 12,56%, sustentado pelo fluxo de capital externo para as ações brasileiras, com saldo positivo de cerca de R$ 23 bilhões até o dia 28.
De acordo com análise gráfica semanal feita pelo BB Investimentos, a tendência primária para o Ibovespa segue de alta, com apoio nos indicadores rastreadores de tendência e, principalmente, pelo fluxo de capital estrangeiro e retomada do volume transacionado.
No Brasil, destaque o dia foi para o retorno dos trabalhos no Congresso e a repercussão dos dados do boletim Focus, que reduziu a expectativa da inflação (IPCA) para 3,99% seguem no centro das atenções deste dia.
Boletim Focus
Os especialistas consultados pelo Banco Central possuem uma expectativa para a inflação brasileira de 3,99% neste ano, ficando ligeiramente abaixo da projeção de 4% da última semana.
Para o próximo ano, a estimativa se mantêm em 3,80% ao final do e em 3,50% em 2028.
*Com informações da Reuters


