Polícia impede ataque na Avenida Paulista de jovens "sem pauta definida"

Doze pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificadas; grupo investigado também é alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro

Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
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Uma ação de inteligência da Polícia Civil de São Paulo impediu um possível ataque planejado para esta segunda-feira (2) na Avenida Paulista, na capital.

Doze pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificadas e levadas para prestar esclarecimentos após monitoramento do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad).

Segundo a polícia, o grupo articulava uma “manifestação” sem pauta definida, com o objetivo de provocar tumulto. As investigações apontam que os suspeitos planejavam o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov, com instruções compartilhadas em redes sociais.

O secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a atuação antecipada evitou riscos à população. “A manifestação era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir este crime”, disse, em coletiva realizada nesta segunda-feira.

A polícia identificou integrantes do grupo na capital, na Grande São Paulo e no interior do estado. Um dos envolvidos foi encontrado com simulacros de armas de fogo — armas de brinquedo. Seis dos doze identificados exerciam função de liderança.

As investigações apontaram que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes.

Operação no Rio de Janeiro

O grupo investigado em São Paulo é o mesmo alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizada também nesta segunda-feira (2). No Rio, a polícia afirma ter impedido um ataque que seria realizado em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), no centro da capital.

Até a última atualização, três pessoas haviam sido presas no Rio. Além disso, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos na capital, na região metropolitana e no interior do estado.

As investigações começaram após os agentes identificarem a existência de grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados com o objetivo de organizar as manifestações, que estavam programadas para acontecer nesta segunda, às 14h, em diversos estados do Brasil.