Dólar sobe a R$ 5,58 em semana de IPCA-15 e PIB dos EUA; Ibovespa cai

Dia teve agenda de indicadores relativamente esvaziado no Brasil e no exterior, com o Congresso brasileiro já em recesso de fim de ano

Da CNN Brasil*
Compartilhar matéria

O dólar fechou esta segunda-feira (22) em alta ante o real, cotado a R$ 5,58, enquanto o Ibovespa teve queda, descolando do exterior, sendo pressionado pelo avanço dos juros futuros em uma semana encurtada por Natal. Ganhos nos papéis da Vale e da Petrobras limitaram as perdas.

No Brasil, o mercado aguarda o resultado do IPCA-15 de dezembro, além do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, que serão divulgados na terça-feira (23).

O dólar à vista fechou o dia com elevação de 0,97%, para R$ 5,5844. No ano, porém, a moeda acumula baixa de 9,62%.

Já o principal índice da bolsa encerrou esta segunda em queda de 0,21%, aos 158.141,65 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 24,53 bilhões.

Em um dia de agenda de indicadores relativamente esvaziado no Brasil e no exterior, com o Congresso brasileiro já em recesso de fim de ano, as cotações reagiram nesta segunda-feira principalmente ao envio de recursos por empresas e fundos para outros países, afirmaram profissionais ouvidos pela Reuters.

Neste fim de ano, especificamente, os envios estão sendo potencializados por quem busca se antecipar ao fim, em janeiro de 2026, da isenção de imposto de renda sobre as remessas ao exterior, que passarão a ser taxadas em 10%, e ao início da tributação de 10% sobre valores recebidos acima de R$ 50 mil por mês em dividendos.

Na última sexta-feira, o Banco Central realizou leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) de US$ 2 bilhões, justamente para atender à demanda do mercado por moeda para remessas neste fim de ano.

“Muita gente, de última hora, está remetendo juros e dividendos ao exterior, o que está confiante”, comentou à tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao implementar o avanço firme do dólar ante o real.

Às 15h20, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$ 5,6075 (+1,39%).

O movimento ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana cedia ante a maior parte das demais divisas, com destaque para o recuo em relação ao iene, depois que autoridades japonesas sinalizaram a possibilidade de intervenção no mercado.

Às 17h09, o índice do dólar - que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, incluindo o iene - cedia 0,46%, aos 98,245.

Pela manhã, o boletim Focus do Banco Central indicou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2025 foi de R$ 5,40 para R$ 5,43 e para o fim de 2026 aumentou em R$ 5,50. Já a inflação calculada para este ano passou de 4,36% para 4,33% e para o próximo ano foi de 4,10% para 4,06%.

Também pela manhã, a Receita Federal informou que a arrecadação do governo teve alta real de 3,75% em novembro sobre o mesmo período do ano anterior, somando R$ 226,753 bilhões, o maior patamar para o mês da série iniciada em 1995.

*Com informações da Reuters

Acompanhe Economia nas Redes Sociais