Ibovespa fecha em queda com incerteza sobre acordo EUA-Irã; dólar sobe
Novos ataques no país persa frearam expectativas de uma negociação de paz para o fim da guerra
O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (26), em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã frearem o otimismo quanto a um possível acordo de paz entre os países.
O Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,69%, aos 176.589,03 pontos.
Já o dólar à vista fechou em alta de 0,16%, cotado a R$ 5,0272 na venda.
Apostas de que EUA e Irã estavam se aproximando de um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz endossaram uma forte queda dos preços do petróleo na véspera, embora Washington e Teerã tenham minimizado a chance de um desfecho iminente.
Nesta terça-feira, porém, os mercados abriram com a notícia de que as Forças Armadas dos EUA realizaram ataques ainda na segunda-feira no sul do Irã contra alvos que incluíram barcos que tentavam colocar minas e locais de lançamento de mísseis.
"O episódio da madrugada não favorece a percepção de que um acordo de paz esteja próximo e tende a aumentar a cautela dos agentes econômicos", disse Leonel de Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da Stonex.
De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, as últimas notícias do Oriente Médio fragilizaram a percepção sobre as negociações e corroboraram nova alta do petróleo, sustentando preocupações com a inflação global, o que afeta o humor de investidores.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou em um comunicado que os EUA violaram o cessar-fogo com ataques na província de Hormozgan, no sul do Irã. Como resultado, o barril do Brent fechou em alta, com a cotação do barril próximo de US$ 100.
"Continuamos girando em círculos", afirmou a analista sênior Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote, em relatório a clientes.
"É frustrante, porque autoridades dos EUA estão jogando com os mercados e com a narrativa da mesma forma que um gato brinca com um rato, e há muito pouco que os investidores possam fazer a respeito", acrescentou.
*Com informações da Reuters


