Ibovespa fecha estável com Oriente Médio no radar; dólar sobe

No cenário brasileiro, mercados também digerem revisão nas previsões para Selic no final do ano na pesquisa Focus, de 14% para 13,75%

Reuters
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O Ibovespa fechou praticamente estável nesta segunda-feira (3) enquanto o dólar encerrou o dia em leve alta frente ao real, em uma sessão marcada pela queda das commodities no mercado internacional e pela expectativa de um possível acordo no Oriente Médio.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,03%, aos 177.946,66 pontos, pressionado principalmente pelas ações de Vale e Petrobras, que acompanharam a desvalorização das commodities no exterior.

Na ponta positiva, Embraer limitou as perdas do índice ao avançar quase 4%.

Já o dólar fechou com leve alta ante o real, em um dia marcado pela esperança de acordo no Oriente Médio, pelo desdobramento da intervenção de EUA e Japão no iene e pela atuação de importadores na compra da moeda norte-americana no Brasil.

A moeda norte-americana à vista encerrou o dia com alta de 0,38%, aos R$ 5,087. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,31%.

Petróleo recua

No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o adiamento de um novo ataque ao Irã.

Além disso, afirmou que o Irã e outros países do Oriente Médio pediram mais tempo para concluir um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% do petróleo e do gás exportados pelos países.

Nesta segunda-feira, porém, o Irã afirmou que não havia negociações em andamento com os EUA nem planos para reuniões.

Ainda assim, os agentes se apegavam à possibilidade de avanços nas negociações de paz, o que conduzia a queda do petróleo Brent para a faixa de US$ 83 o barril, e a alta dos principais índices de ações na Europa, assim como o recuo dos rendimentos dos Treasuries.

À espera do BC

Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central informou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 seguiu em R$5,20 e no final de 2027 variou de R$5,29 para R$5,28.

Já a Selic esperada para o fim de 2026 caiu de 14,00% para 13,75%, com os economistas passando a projetar dois cortes de 25 pontos-base da taxa básica até o fim do ano.

Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e esse diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.

Hoje o cenário é um pouco diferente diante da perspectiva de alta de juros nos EUA e de novas baixas no Brasil.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC publica na quarta-feira (5) a decisão dos juros, com apostas majoritárias no corte de 0,25 ponto.

 

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