Ibovespa cai mais de 2% com Petrobras e balanços; dólar vai a R$ 4,92
Mercado também segue atento ao conflito no Oriente Médio com EUA e Irã mais próximos de um acordo

O Ibovespa fechou em forte queda nesta quinta-feira (7), recuando mais de 2% no pregão, em meio a uma bateria de resultados corporativos brasileiros, incluindo os números de Axia e Bradesco, que viram suas ações registrarem perdas expressivas.
A queda do petróleo no mercado internacional, em meio a expectativas de um acordo entre Estados Unidos e Irã, também reverberou na B3, minando as ações da Petrobras e de outras petrolíferas.
O Ibovespa fechou em queda de 2,38%, aos 183.218,26 pontos - o índice chegou a 182.867,75 na mínima e marcou 187.779,31 na máxima do dia.
Já o dólar à vista encerrou em leve alta 0,05%, a R$ 4,9230 na venda - mais cedo, a moeda norte-americana chegou a ser cotada a R$ 4,89.
No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,31% ante o real.
Nos mercados de moedas, a perspectiva de um acordo entre Irã e EUA voltava a pesar sobre as cotações do dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo as de países exportadores de commodities.
Mas no Brasil a moeda norte-americana se mantém muito próxima da estabilidade ante o real, com investidores monitorando o noticiário sobre o Oriente Médio e o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington.
No exterior, o petróleo voltou a ceder nesta quinta-feira, para abaixo dos US$ 100 o barril, enquanto Irã e EUA aparentemente caminham para fechar um acordo, ainda que temporário, sobre a guerra.
"Os mercados financeiros operam em dinâmica semelhante à observada na sessão anterior, com os preços futuros do petróleo em queda e o dólar perdendo força frente à maior parte das divisas globais", avaliou Lucca Bezon, analista de inteligência de mercado da StoneX.
Washington e Teerã estão se aproximando de uma negociação para interromper a guerra, disseram fontes e autoridades nesta quinta-feira, alimentando esperanças de que, mesmo que o entendimento seja parcial, possa haver normalização do fornecimento de petróleo através do Estreito de Ormuz. O plano interromperia os combates, mas deixaria as questões mais controversas sem solução.
*Com informações da Reuters


