Bolsa fecha acima de 154 mil pela 1ª vez em 10º recorde seguido; dólar cai

Investidores repercutem temporada de balanços, com destaque para Petrobras

Da CNN Brasil*
Painel eletrônico na B3, em São Paulo
Painel eletrônico na B3, em São Paulo  • 05/08/2024 REUTERS/Carla Carniel
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O Ibovespa inverteu o sinal e bateu recorde pela 10ª sessão seguida nesta sexta-feira (7), fechando acima dos 154 mil pontos pela primeira vez. Os mercados operaram digerindo a temporada de balanços.

O Ibovespa subiu 0,47%, aos 154.063,53 pontos, após passar a maior parte do dia no terreno negativo, e renovou máxima histórica pelo 10º pregão consecutivo. A Bolsa registrou alta semanal de 3,03%.

O dólar, por sua vez, fechou em queda de 0,27%, a R$ 5,3347 na venda. A moeda norte-americana acumulou baixa de 0,83% na semana.

A alta do Ibovespa foi sustentada pelo avanço das ações da Petrobras, com a repercussão positiva dos investidores após a estatal divulgar dados do 3º trimestre na véspera.

Os papéis ordinários subiram cerca de 4,83%, enquanto os preferenciais avançaram 3,77%.

A alta do dia, porém, foi puxada por Marfrig, com salto de 5,86%.

O desempenho ocorre após o governo da China confirmar o fim do embargo da compra de frango brasileiro.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a medida vale para todo o território e terá efeito imediato.

O estrategista de renda variável Marco Ribeiro Noernberg, sócio na Manchester Investimentos, avalia que o Ibovespa pode ultrapassar 160 mil pontos até o fim do ano.

Noernberg afirmou que se a bolsa continuar vendo bons balanços trimestrais de empresas, um fluxo estrangeiro contínuo, e, eventualmente, uma queda da taxa Selic mais rápida do que está precificado na curva de juros, o Ibovespa pode chegar a 160 mil pontos "ou até mais".

O estrategista lembrou que no fim do ano passado, a bolsa "patinava em torno dos 120 mil pontos" e havia projeção no mercado de que havia fôlego para atingir os 150 mil até o fim de 2025, mas a marca foi atingida quase dois meses antes.

Cenário externo

A China informou que suas exportações diminuíram 1,1% em outubro, revertendo o aumento de 8,3% registrado em setembro e ficando abaixo da previsão de crescimento de 3% em uma pesquisa da Reuters.

Em meio aos atritos comerciais, as exportações chinesas para os EUA caíram 25,17% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações para a União Europeia e para as economias do Sudeste Asiático cresceram apenas 0,9% e 11,0%, respectivamente.

Brasil

Mais cedo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o IPP (Índice de Preços ao Produtor) caiu 0,25% em setembro frente a agosto, na oitava deflação seguida do setor industrial.

No ano, o indicador -- que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete -- acumulou queda de 3,87%, com retração de 0,40% em 12 meses.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua em Belém para o segundo dia da cúpula de líderes antes da COP30 -- evento até o momento sem maiores interesses para o mercado.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

 

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