Ibovespa fecha em alta com "efeito Flávio" freando correção; dólar recua
Incerteza sobre candidatura de Flávio Bolsonaro nas próximas eleições influencia comportamento do mercado

O Ibovespa encerra o dia em alta nesta segunda-feira (8), em um movimento de correção após a forte queda da última sexta-feira (5), quando preocupações com o cenário eleitoral no Brasil em 2026 justificaram o recuo da bolsa brasileira.
Os ativos ensaiaram uma recuperação depois que o senador Flávio Bolsonaro sinalizou que poderá abrir mão da candidatura à Presidência em 2026.
O principal receio é de que a candidatura de Flávio, se confirmada, possa inviabilizar o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o favorito do mercado na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Ibovespa terminou o pregão em alta de 0,52%, aos 158.187 pontos.
Já o dólar fechou o dia com recuo, após a disparada da sessão anterior. A moeda norte-americana chegou a oscilar abaixo dos R$ 5,40, mas o "risco Flávio Bolsonaro" reduziu o espaço para ajustes.
O dólar à vista encerrou a sessão com leve baixa de 0,23%, aos R$ 5,4220. No ano, a divisa acumula perdas de 12,25%.
Os investidores estão atentos a política monetária no Brasil e nos EUA nesta semana, com expectativa para o corte de juros americanos. Na próxima quarta-feira, os bancos centrais dos dois países decidem sobre o futuro dos juros.
IRB é o destaque do dia
O banco de investimento elevou a recomendação para as ações do IRB Brasil de “underweight” (abaixo da média do mercado) para “overweight” (acima da média).
Bolsa tem maior queda desde 2021 e dólar sobe 2,3% com Flávio pré-candidato
O principal índice da bolsa reverteu a máxima histórica de 165 mil pontos e passou a operar com forte queda ao longo da tarde de sexta-feira. O dólar disparou e voltou a fechar acima dos R$ 5,40, com forte alta de 2,34%.
Analistas e economistas consultados pelo CNN Money conferiram a mudança de humor à sinalização política de Bolsonaro. A leitura do mercado é de que a candidatura de Flávio significaria a manutenção da polarização política no país e reformas econômicas mais distantes.
*Com informações da Reuters


