Mercados oscilam ao redor do mundo com temor de shutdown nos EUA
Financiamento do governo dos EUA expirará à meia-noite de terça-feira, a menos que republicanos e democratas cheguem a um acordo provisório de última hora

Bolsas ao redor do mundo oscilam nesta terça-feira (30), com temor que um iminente shutdown no governo dos Estados Unidos prejudique a divulgação de dados econômicos.
"Não acho que isso será perturbador para o mercado no longo prazo. No entanto, ele injeta mais incerteza na política monetária e na política fiscal", disse Eric Teal, diretor de investimentos da Comerica Wealth Management.
Por volta das 16h, as bolsas em Wall Street operavam sem direção única, após abrirem no campo negativo.
O S&P500 subia cerca de 0,10%, enquanto Dow Jones perdia próximo de 0,05% e Nasdaq operava de lado.
Na mesma hora, Ibovespa perdia quase 0,20%, próximo aos 146 mil pontos. Mais cedo, o principal índice do mercado doméstico operava no campo positivo, acima dos 147 mil pontos.
A Europa destoa do movimento, enquanto as bolsas na Ásia fecharam sem direção única.
O dólar, que abriu a sessão em queda, passou a oscilar com aumento dos temores dos investidores, rondando a cotação de R$ 5,32.
Risco de shutdown
O financiamento do governo dos EUA expirará à meia-noite de terça-feira, a menos que republicanos e democratas cheguem a um acordo provisório de última hora.
Caso o pacote de gastos não receba aprovação, departamentos e órgãos do governo devem entrar em shutdown por não contarem com a definição de um financiamento para seguirem operando.
Serviços considerados essenciais — como os de proteção à vida e às propriedades — devem seguir em atividade normalmente. Outros departamentos devem apresentar, porém, um plano de contingência que detalhe quantos funcionários e quais operações permanecem ativas durante a paralisação.
"Uma possível paralisação do governo dos EUA logo na manhã de quarta-feira está mantendo o dólar dos EUA sob pressão de baixa", disse Elias Haddad, estrategista sênior de mercados da Brown Brothers Harriman, em nota.
"A lógica é que uma paralisação do governo poderia levar a um Fed mais 'dovish'. Se a paralisação for breve, o Fed a ignorará. Entretanto, uma paralisação prolongada (mais de duas semanas) aumenta o risco de queda no crescimento e aumenta a probabilidade de um Fed mais acomodatício."
Os departamentos do Trabalho e do Comércio dos EUA informaram que suas agências de estatísticas suspenderiam a divulgação de dados no caso de uma paralisação parcial, incluindo os dados de emprego de setembro, que são observados de perto.
*Com informações da Reuters e CNN Internacional


