Petróleo volta a disparar e bolsas globais caem com incerteza sobre guerra

Preços da commodity se recuperam com os mercados duvidando que o plano anunciado pela AIE de liberar reservas recordes pudesse compensar os possíveis impactos no abastecimento

Da CNN Brasil*
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As cotações do petróleo voltaram a ganhar força nesta quarta-feira (11), com saltos de até 6%, após tombarem mais de 11% na véspera à medida que os ataques no Oriente Médio se intensificam. Os preços da commodity se recuperam com os mercados duvidando que o plano anunciado pela ​Agência Internacional de Energia (AIE) de liberar reservas recordes de ​petróleo pudesse compensar os possíveis impactos no abastecimento decorrentes do conflito entre os EUA, Israel e o Irã.

O petróleo Brent fechou em alta de 4,76%, a US$ 91,98 por barril. Enquanto o WTI (West Texas Intermediate), referencia no mercado americano, encerrou o dia com valorização de 4,55%, para US$ 87,25 o barril.

Os países membros da AIE concordaram unanimemente em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global – a maior liberação de reservas emergenciais de petróleo da história. Trata-se de uma medida destinada a reforçar o fornecimento de petróleo bruto e conter a alta dos preços causada pela guerra no Oriente Médio.

“Os países da AIE disponibilizarão 400 milhões de barris de petróleo ao mercado para compensar a perda de oferta devido ao fechamento do Estreito de Ormuz”, declarou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, em um pronunciamento ao vivo transmitido pelo site da agência.

“Esta é uma ação importante que visa aliviar os impactos imediatos da interrupção nos mercados. Mas, para sermos claros, o mais importante para o retorno a fluxos estáveis ​​de petróleo e gás (natural) é a retomada do trânsito pelo Estreito de Ormuz”, acrescentou Birol.

Bolsas globais

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia com um avanço modesto nesta quarta-feira, impulsionado pelo desempenho robusto das ações da Petrobras acompanhando a alta do petróleo no exterior, em meio ao ambiente de volatilidade elevada diante de incertezas sobre a postura dos Estados Unidos e Israel na guerra contra o Irã.

O Ibovespa fechou em alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos.

Os principais índices acionários de Wall Street fecharam sem uma direção única em meio a novos dados de inflação que foram divulgados mais cedo nos Estados Unidos e à escalada de tensões na guerra do Oriente Médio.

O Dow Jones teve baixa de 0,61%, aos 47.417 pontos. O S&P 500 perdeu 0,08%, a 6.775 pontos, e o Nasdaq subiu 0,08%, a 22.716 pontos.

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda após a breve recuperação da véspera, em meio às incertezas da guerra e do comportamento volátil do petróleo.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,56%, a 10.353,77 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,59%, a 23.587,78 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,19%, a 8.041,81 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,95%, a 44.772,96 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,67%, a 17.328,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,58%, a 9.076,37 pontos.

Já as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, mas distantes das máximas do dia, em meio às incertezas da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e o comportamento volátil do petróleo.

O índice japonês Nikkei subiu 1,43% em Tóquio, a 55.025,37 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,40% em Seul, a 5.609,95 pontos, e o Taiex saltou 4,10% em Taiwan, a 34.114,19 pontos. Durante os negócios, no entanto, o Nikkei chegou a exibir alta de quase 3% e o Kospi, de 3,5%.

Na China continental, os ganhos foram mais moderados, de 0,25% no caso do Xangai Composto, a 4.133,43 pontos, e de 0,52% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.744,02 pontos.

Exceção na Ásia, o Hang Seng caiu 0,24% em Hong Kong, a 25.898,76 pontos.

*Com informações da Reuters

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