Preço do minério de ferro se recupera após onda de compras na baixa

Contrato da commodity mais negociada em Dalian fechou ​pregão do dia com alta de 0,74%

Amy Lv ‌e Lewis Jackson, da Reuters
Compartilhar matéria

Os preços do minério de ferro se recuperaram nesta quarta-feira (24) após ​atingirem mínimas de vários meses no ​dia anterior, impulsionados por uma onda de compras na baixa e cobertura de posições vendidas por parte de alguns operadores, já que a demanda de curto prazo na China continua resiliente.

O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na ⁠China fechou o ​pregão do dia com alta de 0,74%, a 744 iuanes (US$109,35) ​por tonelada, após atingir na terça-feira a menor cotação em ⁠11 meses.

A referência de minério de ⁠ferro para julho na Bolsa de Singapura subia 0,84%, ​para ‌US$98,25 por tonelada, após alcançar a menor cotação em quase ⁠quatro meses na terça-feira.

Os preços em Dalian e Singapura caíram 6,6% e 7,7%, respectivamente, no último mês, em antecipação ao aumento da oferta e ‌à ⁠demanda sazonalmente fraca.

Os ‌preços mais baixos estimularam o interesse de compra por parte de algumas siderúrgicas e operadores, com o volume diário de transações de ⁠cargas marítimas subindo 87% na ⁠terça-feira em relação ao dia anterior, segundo dados da consultoria Mysteel.

“É uma correção normal ‌de alta após quedas persistentes nos preços... no curto prazo, o minério de ferro ainda pode encontrar algum suporte, já que a produção de ferro-gusa permaneceu alta”, disse Cao Ying, analista da ‌corretora SDIC Futures.

A produção de ferro-gusa, normalmente um indicador da demanda por minério de ferro, ficou em 2,42 milhões de toneladas ⁠na semana passada, o maior nível desde setembro de 2025, segundo dados da Mysteel.

Alguns operadores fecharam posições vendidas, já que o aumento do ​interesse de compra no mercado à vista sustentou os preços nos ​portos, o que se refletirá no mercado de futuros, disse outro analista sob condição de anonimato, pois não está autorizado a falar com a imprensa.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais