Petróleo permanece abaixo de US$ 100 com expectativa de acordo EUA-Irã
Ao mesmo tempo, o mercado acionário demostra fôlego, com os índices americanos S&P 500 e Nasdaq Composite fechando em máximas históricas na quarta-feira (15)

Os preços do petróleo têm alta moderada nesta quinta-feira (16), mas permanecem bem abaixo de US$ 100 por barril, com os sinais de que as negociações entre EUA e Irã estão ganhando impulso e superando as ameaças iranianas de interromper a navegação no Mar Vermelho.
Por volta das 13h15, o petróleo Brent subia mais de 3%, negociado a US$ 98 por barril.
Enquanto o WTI, referência no americano americano, avançava cerca de 2,5%, para US$ 93 por barril.
Ao mesmo tempo, o mercado acionário tem demostrado fôlego na semana. O Ibovespa, principal índice da bolsa, se aproxima dos 200 mil pontos. Já os índices americanos S&P 500 e Nasdaq Composite fecharam em máximas históricas na quarta-feira (15), coroando uma recuperação que fez com que apagassem todas as perdas ligadas à guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã.
“As ações subiram para níveis recordes, com os investidores apostando no fim da guerra”, escreveu Neil Wilson, estrategista da plataforma de negociação online Saxo, em uma nota. O caminho real para a saída do conflito continua sendo menos importante para os investidores “do que a direção em que ele está sendo tomado”, acrescentou.
A Casa Branca expressou otimismo na quarta-feira em relação à possibilidade de um acordo com Teerã, observando que uma possível segunda rodada de negociações provavelmente ocorrerá no Paquistão. Os líderes de Israel e do Líbano também conversarão hoje pela primeira vez em décadas, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, e um funcionário israelense.
A iniciativa diplomática surge em um momento em que o Irã ameaça interromper a navegação no Mar Vermelho caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio aos portos do país. Isso representaria o risco de fechar um novo canal vital para as exportações de petróleo da Arábia Saudita e de pressionar ainda mais os preços do petróleo para cima.
*Com informações da CNN Internacional


