Petróleo fecha em alta e se aproxima de US$ 100 sem sinal de acordo EUA-Irã
Investidores estão demonstrando ceticismo em relação às declarações do presidente Donald Trump que o conflito encerraria em breve

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (16), se aproximando da marca de US$ 100 por barril, sem os sinais concretos de que as negociações entre EUA e Irã estão ganhando impulso. Os Investidores estão demonstrando ceticismo em relação às declarações do presidente Donald Trump de que o conflito encerraria em breve.
O petróleo WTI para maio negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 3,72%, a US$ 94,69 o barril.
Enquanto o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 4,7%, a US$ 99,39 o barril.
Ao mesmo tempo, o mercado acionário tem demostrado fôlego na semana. O Ibovespa, principal índice da bolsa, se aproxima dos 200 mil pontos. Já os índices americanos S&P 500 e Nasdaq Composite fecharam em máximas históricas na quarta-feira (15), coroando uma recuperação que fez com que apagassem todas as perdas ligadas à guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã.
“As ações subiram para níveis recordes, com os investidores apostando no fim da guerra”, escreveu Neil Wilson, estrategista da plataforma de negociação online Saxo, em uma nota. O caminho real para a saída do conflito continua sendo menos importante para os investidores “do que a direção em que ele está sendo tomado”, acrescentou.
A Casa Branca expressou otimismo na quarta-feira em relação à possibilidade de um acordo com Teerã, observando que uma possível segunda rodada de negociações provavelmente ocorrerá no Paquistão. Os líderes de Israel e do Líbano também conversarão hoje pela primeira vez em décadas, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, e um funcionário israelense.
A iniciativa diplomática surge em um momento em que o Irã ameaça interromper a navegação no Mar Vermelho caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio aos portos do país. Isso representaria o risco de fechar um novo canal vital para as exportações de petróleo da Arábia Saudita e de pressionar ainda mais os preços do petróleo para cima.
*Com informações da CNN Internacional


