Setor privado apresenta soluções climáticas para presidência da COP30
Áreas da agricultura generativa, biocombustíveis e restauração são consideradas as "mais preparadas" para implementação

Representantes do setor privado entregaram, nesta terça-feira (18), um conjunto de soluções climáticas para o presidente da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), André Corrêa do Lago.
Elaborado pelas iniciativas C.A.S.E (Climate Action Solutions & Engagement), CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), além da SB COP (Sustainable Business COP30) - que articula o setor privado para as discussões da Conferência -, o documento “Brasil: país de soluções climáticas para o Clima, Natureza e Pessoas”, também foi enviado para a CEO da COP30, Ana Toni.
"O Brasil chegou por inteiro na COP, mostrando como ele é: com soluções e com uma sociedade civil pulsante”, disse a CEO.
De mais de 800 projetos mapeados, 144 foram pré-selecionados para análise. O material considera soluções já implementadas, com o objetivo de apoiar a definição de prioridades na COP30.
Dez soluções climáticas serão selecionadas até o final de 2025 para implementação prevista até novembro de 2026.
As empresas identificaram três áreas consideradas as “mais preparadas para rápida expansão nacional e global”.
- Agricultura regenerativa: práticas regenerativas para melhorar solo, produtividade e rastreabilidade de produtos, aumento do sequestro de carbono e da produtividade com agricultura tropicalizada, oferta de crédito especial para que produtores recuperem pastagens degradadas e ampliem a produção sem desmatar, mediante contrapartidas ambientais;
- Biocombustíveis: gasificação de biomassa para descarbonizar setores industriais e gerar créditos de carbono, eletrificação de veículos e modernização logística para reduzir emissões;
- Restauração: restauração ecológica escalável com modelos de negócio integrados, desenvolvimento de corredores ecológicos para conservação com técnicas de restauração de matas nativas e áreas produtivas e conservação da floresta nativa com modelo de uso múltiplo e geração de créditos de carbono.
“Isso é uma contribuição palpável e relevante do setor empresarial para a agenda climática. A convergência com C.A.S.E. e SB COP reforça que o único modelo de negócios para acelerarmos as soluções climáticas é a colaboração”, afirmou a presidente do CEBDS, Marina Grossi.



