Wall Street sobe em meio a cessar-fogo na guerra e novos dados de inflação

Petróleo também voltou a subir, em meio a incertezas quanto ao tráfego pelo Estreito de Ormuz

Da CNN Brasil*
Compartilhar matéria

Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (9), com o cessar-fogo da guerra do Oriente Médio e novos dados econômicos no radar.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na madrugada desta quinta (9) que navios e aeronaves militares americanos permanecerão ao redor do Irã até que um acordo de paz completo seja alcançado. O líder americano alertou também para uma escalada caso Teerã não cumpra integralmente o tratado.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou, por sua vez, nesta quinta (9) que os ataques de Israel ao Líbano violam o acordo de cessar-fogo e tornariam as negociações sem sentido.

As dúvidas quanto ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz também aumentou a incerteza em torno dos embarques de energia, levando a uma alta nos preços do petróleo.

Além disso, Israel lançou novos ataques contra o que disse serem "bases de lançamento do Hezbollah no Líbano" na noite desta quinta-feira (9), no horário local, de acordo com as FDI (Forças de Defesa de Israel). Os novos ataques ocorrem após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ter afirmado que instruiu o governo a “iniciar negociações diretas” com o Líbano.

Os contratos futuros do tipo Brent fecharam em alta de 1,23%, a US$ 95,92 o barril. O WTI, referência no mercado americano, avançou 3,66%, negociado a US$ 97,87 o barril, desacelerando a alta do início do dia após ter retornado à faixa dos três dígitos pela primeira vez desde o anúncio do cessar-fogo.

O Dow Jones subiu 0,58%, a 48.185 pontos, após ter registrado o melhor dia em um ano na quarta (8). O índice S&P 500 teve alta de 0,62%, a 6.824 pontos, e o Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, ganhou 0,83%, a 22.822 pontos.

O Índice de Volatilidade do Mercado CBOE (VIX), conhecido como "índice do medo", caiu para o menor nível desde o início da guerra.

Dentre os dados econômicos divulgados pela manhã, o PCE subiu 0,4% em fevereiro, ante uma alta não revisada de 0,3% em janeiro, informou o Departamento de Comércio americano. Economistas consultados pela Reuters previam avanço de 0,4%. Nos 12 meses até fevereiro, o PCE subiu 2,8%, depois de aumentar pela mesma margem em janeiro.

Dados separados mostraram que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no 4º tri foi revisado para baixo a 0,5%.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 16.000, para 219.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 4 de abril, segundo o Departamento do Trabalho.

O índice de preços ao consumidor de março será divulgado na sexta-feira (10).

A ata da reunião de março do Federal Reserve, divulgada na quarta (8), mostrou que os membros do BC dos EUA avaliaram que as implicações do conflito no Oriente Médio para a economia são incertas, além de ter apontado maior disposição para aumentar os juros para conter a inflação americana.

Entre os destaques do mercado em geral, as ações da Coreweave subiram mais de 3% após a empresa de infraestrutura em nuvem anunciar um novo acordo de US$ 21 bilhões com a Meta, que ganhou mais de 2%.

A Amazon valorizou mais de 5% após o CEO da empresa afirmar que os serviços de IA da unidade de computação em nuvem estavam gerando receita anualizada de mais de US$ 15 bilhões.

No Brasil, o Ibovespa fechou acima de 195 mil pontos pela primeira vez nesta quinta-feira (9), em nova máxima histórica pelo segundo dia seguido.

*Com informações da CNN Internacional e da Reuters

Acompanhe Economia nas Redes Sociais