Wall Street fecha em queda com baixa expectativa de corte de juros este ano
Futuros das taxas de juros sugerem que os operadores veem pouca chance de cortes nas taxas de juros antes de meados de 2027, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME

Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira (19), uma vez que o aumento nos preços do petróleo reavivou temores de inflação e a postura cautelosa do Federal Reserve em relação aos cortes nas taxas de juros pesou sobre o sentimento.
Investidores demonstraram um pensamento mais pessimista quanto ao potencial para futuros cortes nas taxas de juros.
O Fed manteve, pela segunda reunião consecutiva, a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% na quarta-feira (19), conforme era esperado pelo mercado, e o chair do BC dos EUA, Jerome Powell, sinalizou uma inflação mais alta no futuro. Ele acrescentou que é muito cedo para avaliar as repercussões da guerra na economia e manteve a previsão anterior de um corte de 25 pontos-base nos juros este ano.
Os futuros das taxas de juros sugerem que os operadores veem pouca chance de cortes nas taxas de juros antes de meados de 2027, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
O Dow Jones caiu 0,44%, para 46.022 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,28%, a 6.606 pontos, e o Nasdaq teve queda de 0,28%, para 22.090 pontos.
Apesar de uma previsão forte da Micron Technology, as ações da empresa caíram mais de 3% já que os investidores refletiram sobre os planos de gastos mais altos da empresa de chips devido aos elevados custos de empréstimos.
Outras ações de chips de memória que se valorizaram este ano também sofreram pressão. A líder em IA Nvidia perdeu mais de 1%.
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (19), com o Brent, referência do mercado, atingindo o maior nível em mais de uma semana, disparando até US$ 119 por barril, depois que o Irã atacou instalações energéticas em todo o Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel ao campo de gás de South Pars.
Os contratos futuros do Brent fecharam em alta de 1,18%, a US$ 108,65 por barril, depois de chegar ao valor mais alto desde 9 de março, atingindo a máxima da sessão de US$ 119,10. O petróleo bruto WTI (West Texas Intermediate) dos EUA encerrou o dia com alta de 0,19%, para US$ 96,14 por barril, depois de ter avançado para US$ 100,44.
O WTI tem sido negociado com maior desconto em relação ao Brent em 11 anos, devido à liberação das reservas estratégicas dos EUA e aos custos mais altos de frete, enquanto os novos ataques às instalações de energia do Oriente Médio impulsionaram o apoio ao Brent.


