Wall Street cai após Trump indicar Kevin Warsh para presidência do Fed
Indicação ainda precisa ser aprovada pelo Senado dos EUA e, se confirmada, Warsh sucederá o atual chair Jerome Powell, cujo mandato termina em maio

As bolsas dos Estados Unidos abriram em leve baixa nesta sexta-feira (20), enquanto Wall Street digere o anúncio de que Kevin Warsh, ex-diretor do Fed, é o indicado do presidente Donald Trump para liderar o Federal Reserve.
Indicação ainda precisa ser aprovada pelo Senado dos EUA e, se confirmada, Warsh sucederá o atual chair Jerome Powell, cujo mandato termina em maio
Por volta das 11h50, pelo horário de Brasília, o Dow Jones caía 0,29%, a 48.927 pontos. O índice S&P 500 recuava 0,36%, a 6.943 pontos. O Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, perdia 0,37%, a 23.598 pontos.
O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos subiu ligeiramente. O índice do dólar subiu 0,35%, recuperando parte das perdas após a queda no início da semana.
"O dólar estava aguardando um catalisador para a recuperação, e a notícia de que Kevin Warsh é o novo indicado para a Presidência do Federal Reserve oferece exatamente isso", analisou Francesco Pesole, estrategista de câmbio do ING, em nota.
“Warsh tem sido um dos candidatos mais favoráveis ao mercado, já que é um ex-diretor do Fed com um histórico de posições conservadoras”, apontou Pesole.
“Conservador” refere-se a alguém que tende a preferir manter as taxas de juros mais altas para combater a inflação. Taxas mais altas podem impulsionar o dólar.
Os contratos futuros de ouro caíram 5,1% e os de prata despencaram 14,5%, recuando depois de fortes altas nas últimas semanas.
Thierry Wizman, estrategista global de câmbio e taxas de juros da Macquarie, afirmou em nota que não acredita que Warsh seja tão conservador quanto o mercado espera.
“Warsh não é um "conservador" atualmente”, disse Wizman. “Warsh tem sido o "gêmeo da política monetária" de Trump desde o primeiro dia”.
“O critério explícito de Trump para o novo chair do Conselho era alguém que "acreditasse em taxas de juros muito mais baixas"”, destacou Wizman.



