Wall Street opera em alta após dados do Payroll
Estados Unidos criaram cerca de 50 mil vagas no mês passado

Os principais índices acionários de Wall Street operam em leve alta nesta sexta-feira (9), com investidores avaliando o relatório de empregos não-agrícolas divulgado mais cedo pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.
Por volta das 12h55, pelo horário de Brasília, o Dow Jones subia 0,13%, a 49.332 pontos. O Nasdaq avançava 0,38%, a 23.568 pontos. E o S&P 500 subia 0,27%, a 6.939 pontos.
Os dados do relatório de emprego mais importante nos Estados Unidos - o Payroll - mostrou uma criação de emprego mais moderada do que o esperado. Por outro lado, o desemprego também ficou aquém das expectativas.
Os EUA criaram cerca de 50 mil vagas no mês passado. O resultado ficou abaixo do consenso levantado pela Reuters, que previa a criação de cerca de 60 mil empregos. Outro destaque é a taxa de desemprego, que caiu para 4,4% no mês passado. A expectativa para o indicador era de 4,5% para o período.
O Payroll também trouxe outros dados importantes: o salário médio por hora no país subiu 0,3% em dezembro na relação mensal, dentro do previsto pelo mercado. No acumulado em 12 meses, os ganhos foram de 3,8%.
Após o relatório, os investidores aumentaram as apostas em uma pausa nos cortes das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em janeiro. Eles ainda precificam cerca de 54 pontos-base de afrouxamento monetário em 2026, de acordo com dados compilados pela LSEG.
Ainda por volta das 12h55, as ações da Intel subiam mais de 7%. O presidente Donald Trump declarou ter tido uma "ótima reunião" com o CEO da fabricante de chips, Lip-Bu Tan.
As ações da General Motors caíam mais de 2% depois que a montadora anunciou na quinta (8) que fará uma baixa contábil de US$ 6 bilhões para desfazer alguns investimentos em veículos elétricos.
Enquanto isso, a Vistra tinha um salto de 13%, a Oklo também e a Meta de 0,58%. A Meta fechou acordos com as duas para ampliar a oferta nuclear nos EUA.
Além disso, foi informado há pouco que a Suprema Corte dos EUA não emitirá uma decisão nesta sexta (9) sobre a legalidade ou não das amplas tarifas globais impostas por Trump. Uma derrubada das tarifas pode impactar a receita do governo.
A administração Trump espera que a Justiça decida a seu favor, mas ainda está explorando o que pode ser feito se o tribunal decidir contra, de acordo com o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, em entrevista nesta sexta (9).
*Com informações da Reuters


