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    Milei quer dolarizar e Massa promete reduzir inflação no final da campanha na Argentina

    Dois candidatos reafirmaram posições antagônicas com a promessa de resolver a dramática situação econômica do país

    Sergio Massa e Javier Milei se enfrentam neste domingo pela Presidência da Argentina
    Sergio Massa e Javier Milei se enfrentam neste domingo pela Presidência da Argentina REUTERS / Agustin Marcarian

    Fernando Nakagawada CNN

    enviado especial a Buenos Aires

    A economia domina a reta final da campanha eleitoral na Argentina. A poucas horas do segundo turno no domingo, os dois candidatos reafirmaram posições antagônicas com a promessa de resolver a dramática situação econômica do país.

    Milei, dólares e privatizações

    Javier Milei, candidato ultraliberal, reafirmou a proposta de adotar a moeda dos Estados Unidos no país e privatizar estatais.

    Em entrevista ao canal “TN”, Milei disse ser “óbvio” que vai dolarizar a economia e que a proposta não foi abandonada mesmo com o apoio de nomes da centro-direita não radical, como Patricia Bullrich, a terceira colocada no primeiro turno, e Mauricio Macri, ex-presidente.

    Na entrevista, o economista disse que manteve conversas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e que, nesse contato, ficou evidente que o país precisará fazer um ajuste nas contas públicas, com redução do rombo nas contas públicas.

    Nesse esforço, Milei reafirmou a proposta de privatizar empresas estatais para reduzir o tamanho do Estado. Citou como exemplos a Télam, agência pública de notícias semelhante à brasileira EBC, e também a TV Pública, canal de televisão do governo argentino.

    Na entrevista, o candidato da oposição acusou a TV Pública de ser usada como instrumento político pelo governo Alberto Fernández. Milei disse que 75% das menções da TV Pública à sua candidatura foram “negativas ou muito negativas”.

    Massa, gastos e exportações

    Sergio Massa, ministro da Economia do atual governo que tem inflação anual de 142%, promete reduzir a disparada dos preços com o aumento das exportações.

    Em entrevista ao mesmo canal, mas em outro programa, disse que vai atacar a inflação em duas frentes. A primeira é a fiscal, com a ideia de “apequenar os gastos” do governo.

    O atual ministro citou que pretende caminhar rumo a um déficit zero nas contas públicas. Ou seja, gastar apenas o que arrecadar. Para isso, prometeu unificar estatais, tornar as compras públicas mais eficientes e mudar profundamente o funcionamento do governo.

    Outra frente de Massa para acabar com a inflação são as exportações. No país que sofre com a falta crônica de dólares, Massa quer aumentar o ingresso de moeda forte no país com as exportações.

    O ministro falou em recuperar a safra agrícola de 2024 após a seca dos últimos meses e também destacou a perspectiva de a Argentina ter um superávit comercial de US$ 7 bilhões em energia no próximo ano. Segundo ele, graças à exportação de gás e petróleo. Na campanha, Massa diz que Milei vai privatizar as atividades de óleo e gás.

    O atual ministro promete ainda repactuar o acordo com o FMI, que classificou como “inflacionário”. Massa indicou que a ideia é atrelar compromissos da Argentina com o Fundo às exportações do país.

    Veja também: Sergio Massa diz que vai negociar acordo com FMI caso vença a eleição argentina