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    Modelo de trabalho híbrido é usado por 56% das empresas no Brasil, diz estudo

    Maioria dos colaboradores aponta melhora na produtividade, mas ainda há desafios no sistema que alterna dias de trabalho presencial com dias em atuação remota

    Em 2022, apenas 25% das empresas permanecem no modelo presencial, contra 29% no ano passado, mostra a pesquisa
    Em 2022, apenas 25% das empresas permanecem no modelo presencial, contra 29% no ano passado, mostra a pesquisa Foto: Bench Accounting/Unsplash

    Pedro Zanattado CNN Brasil BusinessMathias Broteroda CNN

    em São Paulo

    O trabalho híbrido — que permite aos profissionais executarem suas funções tanto de maneira presencial, como remota — é modelo de emprego mais adotado pelos brasileiros, de acordo com um estudo do Google Workspace, feito em parceria com a consultoria IDC Brasil.

    O levantamento divulgado nesta terça-feira (13) mostra que, em 2022, 56% das organizações atuam com o formato híbrido, ante 44% em 2021.

    Neste ano, apenas 25% das empresas permanecem no modelo presencial, contra 29% no ano passado, de acordo com o levantamento. Para a pesquisa, a IDC Brasil entrevistou 1.258 colaboradores de grandes empresas brasileiras de diversos setores e tamanhos, entre 22 de abril e 22 de junho.

    Também houve alterações entre os grupos que trabalham apenas de maneira presencial ou remota.

    No ano passado, 27% dos profissionais trabalhavam apenas de maneira remota. O dado caiu para 19%, de acordo com a edição mais recente do levantamento.

    Além disso, em 2021, o modelo apenas presencial era adotado 29% dos trabalhadores. O dado caiu quatro pontos percentuais na pesquisa atualizada.

    Benefícios

    Com a ampla adoção do formato híbrido no país, a pesquisa mostra que cresceu também a importância do modelo de trabalho na escolha por um emprego. Para 36% dos entrevistados, é importante que a empresa ofereça um modelo de trabalho que se alinhe às preferências pessoais de trabalho – seja remoto, presencial ou híbrido.

    Contudo, o modelo híbrido mais uma vez se sobressai. Segundo o relatório, 65% de quem está trabalhando no presencial mudaria de emprego para ir para o formato híbrido. Enquanto, 54% de quem está no remoto mudaria de emprego para ir ao híbrido.

    Entre os colaboradores que estão no formato híbrido: 81% declara que o modelo aumenta a capacidade de se adaptarem rapidamente às mudanças que acontecem todos os dias; 76% consideram que a empresa e a chefia estão prontas para ajudar seus funcionários a aproveitarem ao máximo o formato e 73% consideram este o melhor modelo de trabalho para si e para a empresa.

    Com relação à produtividade, 58% das pessoas se sente muito produtiva no híbrido em 2022. No ano passado, este número era de 36%.

    Desafios

    Contudo, o modelo também encontra suas adversidades. De acordo com o estudo, o formato de trabalho híbrido traz a possibilidade de as pessoas se conectarem às reuniões, de diferentes formas e lugares, logo, é importante que as empresas pensem em como tornar a experiência mais fluída e sem atritos.

    Dessa maneira, 73% dos participantes consideram que a experiência em reuniões é muito melhor e mais inclusiva quando todas as pessoas estão participando da mesma forma.

    O relatório destaca ainda que algumas obrigações sociais não ditas podem impactar colaboradores, uma vez que 43% deles consideram que devem ir para o escritório sempre que sua liderança estiver na empresa.

    Outro grande desafio diz respeito à construção de relações de trabalho na empresa. Por mais que o contato humano presencial seja retomado, o híbrido não resolve de uma vez essa tarefa: 46% sentem dificuldade em construir relações com novos membros de um time e com pessoas de outras áreas da empresa quando se trabalha somente alguns dias no escritório.

    Separar as atividades pessoais e profissionais quando se está em casa é um dos pontos levantados pelo estudo. A grande maioria, 84%, declara que consegue separar bem as atividades pessoais das profissionais, mesmo nos dias em que trabalham remotamente.

    No entanto, os jovens entre 18 e 25 anos sentem mais dificuldade quando o tema é separar as atividades. O relatório mostra que 23% deles afirmam não conseguir equilibrar estes dois aspectos.

    Oportunidades

    O estudo mostra que a colaboração vem ganhando força dentro das empresas e pode ser um fator para superar os desafios dessa nova fase do trabalho.

    Em 2022, 83% dos colaboradores consideram a colaboração como alta ou muito alta na sua área/departamento, contra 68% no ano passado.

    Questionados sobre a capacidade de colaborar, 90% dos entrevistados consideram a sua capacidade como alta ou muito alta. Segundo o estudo, “essa percepção coletiva de colaboração só é possível porque as pessoas se sentem, de forma individual, cada vez mais aptas a colaborar”.