Executivos americanos elevam perspectivas de inflação, diz pesquisa do Fed

Pesquisa trimestral mostrou que o grupo espwera que os preços aumentam em média 5,3% ao ano, acima do aumento de 4,6%, observado no 2º trimestre e dos 3,6% registrados no início do ano

Howard Schneider, da Reuters, em Washington
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Diretores financeiros de empresas esperam uma inflação mais alta neste ano e no próximo ​nos Estados Unidos e já começam a citar o ​aumento das taxas de juros como uma das principais preocupações, de acordo com uma nova pesquisa do Federal Reserve.

A pesquisa trimestral com cerca de 500 empresas mostrou que os diretores financeiros esperam aumentar os preços em média 5,3% este ano, acima do aumento de 4,6% observado no segundo trimestre e dos 3,6% registrados no início do ano.

Os aumentos de preços no próximo ano foram estimados em média em ⁠4,5% na pesquisa mais recente, contra ​4,1% na pesquisa do segundo trimestre e 3,6% no início do ano.

O salto nas ​expectativas de preços ocorre mesmo com os diretores financeiros dando menos ênfase à inflação em sua ⁠lista de principais preocupações.

Em vez disso, a “política monetária” foi ⁠a questão mais citada, com cerca de 20% das empresas colocando-a no topo ​de ‌sua lista de preocupações, em comparação com menos de 15% na última pesquisa — um corolário de ⁠seus próprios planos de preços, à medida que o Federal Reserve passou a elevar as taxas de juros na tentativa de reduzir a inflação, que, segundo eles, está se tornando mais generalizada e persistente.

A pesquisa foi realizada ‌de ⁠17 de agosto ‌a 4 de setembro com uma amostra nacional de empresas de todos os portes.

Isso ocorreu antes de o Fed elevar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na semana passada, mas em ⁠um momento em que o debate sobre a política ⁠do Fed se voltava para prováveis aumentos nos juros e os investidores se preparavam para custos de financiamento mais elevados.

O otimismo geral ‌em relação à economia entre os diretores financeiros permaneceu forte, mas as preocupações com o financiamento começaram a obscurecer as perspectivas entre as empresas menores, disse Sonya Waddell, vice-presidente e economista do Fed de Richmond, que realiza a pesquisa com diretores financeiros em conjunto com o Fed de Atlanta ‌e a Fuqua School of Business da Universidade de Duke.

“Quando há desafios, eles são mais pronunciados para empresas pequenas e com restrições financeiras”, disse Waddell em um comunicado à imprensa que acompanha ⁠a pesquisa mais recente.

Cerca de um quinto das pequenas empresas afirmou que as restrições de financiamento estão impedindo planos de expansão ou dificultando a cobertura de custos, e as empresas, de modo geral, preveem ​menos investimentos de capital nos próximos seis meses em comparação com as perspectivas de seis meses atrás.

Embora as ​autoridades do Fed afirmem não considerar as condições financeiras atuais restritivas, entre aqueles que não planejam investir, cerca de 42% citaram condições de financiamento desfavoráveis ou a necessidade de preservar o caixa como motivo, um aumento em relação aos 32% registrados há seis ‌meses.

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