Ibovespa fecha semana com maior série de perdas desde 2023; dólar sobe
Investidores acompanham últimos dias de divulgação de balanços do 2° trimestre e digerem dados do exterior que limitam apetite por risco no mercado brasileiro

O Ibovespa reduziu as perdas no fim do pregão, mas ainda fechou em queda nesta sexta-feira (14), no que foi sua nona sessão consecutiva de baixa.
O movimento ocorreu em meio à saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira, enquanto o último pregão da semana também foi marcado pelo vencimento de opções sobre ações e pela repercussão dos resultados corporativos.
O cenário mais negativo para o mercado acionário brasileiro tem sido influenciado pelas preocupações com os impactos do nível elevado de juros sobre a atividade econômica, além das incertezas em torno da situação fiscal do país. O ambiente eleitoral e as tensões geopolíticas também contribuem para aumentar a cautela dos investidores.
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa recuou 0,10% no dia, aos 166.934,20 pontos, acumulando uma queda de 3,27% na semana.
Durante o pregão, o índice chegou a cair para 164.835,38 pontos, enquanto a máxima foi de 167.099,46 pontos.
Com o resultado desta sexta-feira, o Ibovespa registrou sua maior sequência de perdas desde as 13 quedas consecutivas ocorridas entre 1º e 17 de agosto de 2023.
Ao longo das nove sessões negativas, o índice acumulou baixa de 6,25%, reduzindo ainda mais o desempenho positivo no ano, que passou a ser de 3,57%, conforme dados antes dos ajustes finais.
O volume financeiro negociado nesta sexta-feira somava R$ 27 bilhões.
Nesta manhã, o dólar fazia o movimento inverso e subia de forma expressiva. A moeda americada bateu cotação de R$ 5,2186 ao subir 0,58%, enquanto no exterior a moeda americana recuava 0,43% após novos dados sobre a economia dos Estados Unidos.
Agênda econômica
As vendas varejistas tiveram queda de 0,6% em julho sobre o mês anterior, frustrando a expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,1%.
As expectativas de uma alta de juros nos EUA em setembro diminuíram nesta semana após a divulgação de dados benignos de inflação ajudar a aliviar preocupações com as pressões sobre os preços.
Ainda assim, as tensões no Oriente Médio afetava o humor dos investidores e influenciavam nos futuros do petróleo Brent nesta sexta-feira. A commodity oscila, mas perto das 10h cai 0,07%, a US$ 87 o barril; enquanto o WTI sobe 0,10%, a US$ 81,35.
Os Estados Unidos disseram que podem manter indefinidamente um bloqueio naval contra o Irã e aumentar a pressão econômica sobre o país, enquanto as negociações de cessar-fogo permanecem paralisadas.
Na pauta nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista a podcasts às 11h.
O mercado também deve ficar de olho na repercussão do início do processo de reciprocidade do governo brasileiro às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais.
Às 11h30, o Banco Central realizou leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.
*Com informações da Reuters


