Petróleo fecha em queda e toca mínima de uma semana com alívio na oferta

Apesar da queda, preço do barril permaneceu acima dos US$ 100 devido aos temores de que o conflito no Oriente Médio pudesse se alargar

Da CNN Brasil*
Compartilhar matéria

Os preços do petróleo chegaram a recuar cerca de 3% nesta quinta-feira (17), atingindo a ​menor cotação em uma semana e ampliando as ​perdas à medida que notícias sobre cargas adicionais de petróleo saudita via Omã amenizaram as preocupações com a oferta.

No entanto, os preços permaneceram acima de US$ 100 por barril devido aos temores de que o conflito no Oriente Médio pudesse se alargar.

Os futuros do petróleo Brent finalizaram o dia em baixa de 0,95%, a US$ 104,82 por barril, após atingirem seu ​nível mais baixo desde 10 de setembro.

Enquanto isso, os futuros do ​WTI (West Texas Intermediate) dos Estados Unidos cairam 0,51%, a US$ 101,91 por barril.

 

O petróleo ​recuou ‌em relação às máximas semanais depois que o secretário de Energia dos Estados ⁠Unidos, Chris Wright, sinalizou um retorno mais rápido à operação do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, enquanto os esforços sauditas para manter os embarques por meio de carregamentos adicionais ‌ao ⁠largo de Omã ‌aliviaram as preocupações com a oferta, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade.

A Arábia Saudita está oferecendo mais cargas de petróleo às refinarias asiáticas por meio ⁠de transferências de navio para navio ao largo ⁠do porto de Sohar, em Omã, segundo fontes a par do assunto, o que ajuda a ‌compensar parte da interrupção causada pelos ataques ao oleoduto Leste-Oeste que se estende até o Mar Vermelho.

Os preços do petróleo haviam subido para níveis próximos às máximas de quatro meses no início desta semana, depois que fontes do setor de ‌transporte marítimo informaram que os carregamentos de petróleo no centro de exportação de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, haviam sido suspensos e que Riade havia cancelado ⁠algumas entregas de cargas para clientes europeus. A suspensão ocorreu após ataques ao oleoduto Leste-Oeste, que abastece Yanbu.

Os operadores afirmam que um fechamento prolongado do oleoduto poderia cortar ​até 4% do abastecimento global de petróleo.

A Arábia Saudita não informou quando as ​operações poderão ser retomadas, mas Wright disse à CNBC na terça-feira (15) que o petróleo bruto deve voltar a fluir pelo oleoduto nos próximos dias.

*Com informações da Reuters 

Acompanhe Economia nas Redes Sociais