Petróleo Brent cede com incertezas no Oriente Médio e falas de Putin

Guerra entre Estados Unidos e Irã ainda fazem preço nos barris da commodity sete meses depois do início das ofensivas

Manuela Miniguini, da CNN Brasil
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Os preços do petróleo Brent caem nesta quinta-feira (3), a medida que o conflito prolongado no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã parecem não fazer mais preço nos barris.

Pela manhã, fora da zona de guerra entre Washington e Teerã, o presidente da Rússia Vladimir Putin afirmou que o país irá restaurar em breve a capacidade de refino de pretróleo restante que foi afetada pelos ataques de drones ucranianos.

"Os reparos estão progredindo muito rapidamente. Acho que restauraremos os 10% restantes muito em breve", disse ele em um fórum econômico em Vladivostok.

Com isso, a commodity do tipo Brent cedia entre 0,43%, a US$ 95,30, enquanto a comercializada na Nymex, WTI, subia 0,10%, a US$ 91,10. O movimento interrompe a alta vista na véspera, quando os barris subiram em torno de 1%.

A guerra entre os EUA e o Irã já está em seu sétimo mês, e os novos ataques das forças americanas na costa sul do Irã, assim como as contramedidas iraniadas, escalam as tensões. 

“Os últimos ataques marcaram uma escalada significativa após cerca de um mês de relativa calma, com os EUA tendo como alvo os sistemas de radar e as capacidades de colocação de minas do Irã, e o Irã retaliando contra posições americanas em toda a região”, escreveu Mark Schaefer, diretor da corretora Liquidity Energy, em uma nota.

“A principal preocupação para o mercado de petróleo é a retomada dos combates que envolvem uma nova mudança nos fluxos físicos pela região”, disse Schaefer.

A guerra começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel a alvos iranianos no final de fevereiro. Desde então, o Irã interrompeu efetivamente o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via navegável crítica que transportou cerca de um quinto do petróleo e do GNL consumidos globalmente antes do conflito.

Países de todo o mundo vêm tentando limitar os aumentos de preços buscando outras fontes de abastecimento e recorrendo às suas reservas, que também estão se esgotando.

*Com informações da Reuters

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