Plano da Patrimar é aumentar volume de negócios, diz CEO
Alex Veiga afirma que empresa pretende equilibrar receita entre alta e baixa renda até 2028, com Minha Casa Minha Vida como vetor de crescimento
A Patrimar Engenharia foi uma das vencedoras do Prêmio Secovi, considerado o Oscar do setor imobiliário brasileiro, na categoria Empreendimento Residencial.
O reconhecimento veio pelo projeto Oceana Golf, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que reúne seis torres e 264 apartamentos com vista para o campo de golfe olímpico, a Lagoa de Marapendi e a Praia da Reserva.
Em entrevista ao CNN Money, o CEO da Patrimar, Alex Veiga destacou os diferenciais do empreendimento premiado. "O grande diferencial é a localização, porque esse é um terreno enorme, com 25 mil metros, que está junto ao campo de golfe olímpico e, em seguida, vem uma parte estreita da Lagoa de Marapendi e, logo depois, a Praia da Reserva", afirmou.
O executivo também ressaltou a qualidade do acabamento, descrevendo o Oceana Golf como o melhor condomínio atualmente na cidade do Rio de Janeiro.
Expansão com foco em baixa e média renda
Questionado sobre os planos de expansão da companhia, Veiga afirmou que a Patrimar pretende, nos próximos anos, concentrar seus esforços nos mercados onde já atua — Minas Gerais e São Paulo —, aumentando o volume de negócios nessas praças.
Segundo ele, o principal vetor de crescimento da empresa está nos segmentos de baixa e média renda, impulsionados pelo programa Minha Casa Minha Vida. "Sem dúvida, o segmento de baixa e média renda possui uma situação hoje muito diferenciada do outro segmento que a gente atua, que é a alta renda", declarou.
Atualmente, entre 60% e 65% do faturamento da Patrimar provém do segmento de alta renda. A meta é que, já em 2027, essa proporção se aproxime de 60% para alta renda e 40% para baixa renda. Para 2028, o objetivo é atingir uma divisão igualitária de 50% para cada segmento.
Juros altos como obstáculo ao setor
Alex Veiga também abordou os desafios impostos pela atual taxa de juros ao mercado imobiliário. Segundo ele, o cenário de juros elevados leva o consumidor a adiar a decisão de compra e dificulta o acesso ao financiamento.
"O cliente, para tirar o dinheiro do banco, pensa duas, três vezes. E, além disso, ele está sendo penalizado, em função desses juros, com um aperto no seu bolso na hora de assumir o financiamento", disse. Ele acrescentou que a inadimplência também aumentou, embora sem atingir níveis considerados críticos.
Para Veiga, a principal condição para que o mercado imobiliário acelere é a redução da taxa de juros a um patamar que ele classifica como razoável.
"Eu diria em torno de 9%. Eu considero 9% um número bem razoável e que a gente consegue operar com um certo conforto", concluiu, ressaltando que o desejo pela aquisição da casa própria por parte dos consumidores permanece elevado, à espera de condições mais favoráveis de financiamento.


