Funcionários da Micron em Taiwan terão bônus de até 68 salários

Empresa afirmou que os pagamentos são os maiores de sua história e que mais de 60 mil funcionários em todo o mundo receberão bônus pelo exercício fiscal de 2026

Por Wen-Yee Lee, da Reuters
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A Micron Technology informou nesta sexta-feira (11) que seus funcionários em Taiwan receberão bônus ​equivalentes a 35 a 68 meses de salário ​referentes ao ano fiscal de 2026, enquanto a fabricante de chips dos Estados Unidos enfrenta uma disputa trabalhista em andamento com sindicatos.

A Micron afirmou que os pagamentos são os maiores de sua história e que mais de 60 mil funcionários em todo o mundo receberão bônus pelo exercício fiscal de 2026, "após um ano extraordinário para a empresa".

O anúncio ocorre após sindicatos que representam cerca ⁠de dois terços da força de trabalho ​da Micron em Taiwan sinalizarem amplo apoio dos membros a uma greve.

O sindicato ​de Taoyuan declarou em comunicado nesta sexta-feira que ainda não chegou a um consenso com a ⁠Micron na disputa em curso e continua ⁠buscando mudanças no sistema de remuneração da companhia, defendendo que 15% do ​lucro ‌operacional seja destinado a bônus dos funcionários.

"Se a empresa não responder a essas demandas, o sindicato ⁠continuará avançando em direção a uma greve", afirmou a entidade.

A fabricante de memórias informou que os incentivos incluem um bônus em dinheiro de 1 milhão de dólares taiwaneses (US$31.653) para funcionários de Taiwan contratados ‌antes ⁠de 29 de ‌agosto de 2025, referente ao ano fiscal de 2026.

Para engenheiros em início de carreira, a remuneração total média será de 3,4 milhões de dólares taiwaneses, incluindo cerca de 2,9 milhões de dólares taiwaneses ⁠em dinheiro. O valor restante será composto por ⁠ações da empresa, consideradas pelo valor atribuído no momento da concessão.

Além disso, todos os funcionários receberão uma concessão anual de ‌ações, informou a Micron.

Sem acordo com o sindicato

A Micron emprega cerca de 15 mil pessoas em Taiwan, um de seus mais importantes polos de produção, e afirma já ter investido mais de 1,6 trilhão de dólares taiwaneses na ilha.

A empresa busca evitar uma crise semelhante ‌à enfrentada pela rival sul-coreana Samsung Electronics em maio, quando uma greve planejada de 18 dias por até 48 mil funcionários sindicalizados foi cancelada após negociações de última hora.

O acordo firmado ⁠criou um fundo especial de bônus equivalente a 10,5% do lucro operacional da divisão de chips, condicionado a metas de rentabilidade.

Na época, a possibilidade de uma paralisação na maior fabricante mundial ​de chips de memória gerou preocupações sobre o fornecimento global de semicondutores e potenciais impactos econômicos na ​quarta maior economia da Ásia.

Os sindicatos da Micron em Taiwan já haviam argumentado anteriormente que os programas de participação nos lucros da Samsung e da SK Hynix ampliaram a diferença de remuneração entre os trabalhadores da Micron e seus pares ‌sul-coreanos.

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