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    Mudanças climáticas podem custar 16% do PIB da América Latina neste século, mostra relatório

    Análise da Moody's Analytics examinou três cenários possíveis para a região, levando em conta os custos físicos das mudanças climáticas, bem como os custos de intervenções políticas destinadas a reduzir os impactos

    Se nenhuma nova ação política for tomada, a Moody's prevê deterioração constante do PIB, perdendo 10% até 2075
    Se nenhuma nova ação política for tomada, a Moody's prevê deterioração constante do PIB, perdendo 10% até 2075 REUTERS/Mike Blake

    da Reuters

    As mudanças climáticas podem custar à América Latina quase um quinto de seu produto interno bruto (PIB) até o final do século sem novas políticas para conter seu impacto, de acordo com um relatório da Moody’s Analytics publicado nesta segunda-feira (6).

    A análise examinou três cenários possíveis para a região, levando em conta os custos físicos das mudanças climáticas – danos à infraestrutura, problemas de saúde – bem como os custos de intervenções políticas destinadas a reduzir o impacto das mudanças climáticas.

    Se nenhuma nova ação política for tomada, a Moody’s prevê deterioração constante do PIB, perdendo 10% até 2075 e terminando o século com queda de 16%, já que a região perde capacidade de produção já a partir deste ano e as perdas aumentam a taxas crescentes.

    O relatório chamou isso de “cenário de pesadelo”.

    “Os países latino-americanos que seriam mais afetados pelas mudanças climáticas são os principais produtores e consumidores de combustíveis fósseis: Venezuela, Colômbia, Brasil e México”, disse o relatório.

    A produção econômica da América Latina sofreu perdas nos três cenários analisados: com ações políticas imediatas visando zero emissões até 2050, com as políticas adiadas até 2030, mas depois acelerando, e com nenhuma nova política para conter as mudanças climáticas.

    “A política antecipada é o cenário de melhor desempenho, pois relata as perdas mais baixas”, disse a Moody’s, prevendo inflação mais alta nos primeiros 50 anos, com perdas de produção caindo abaixo de 4,5% e nivelando apenas 3,5% até 2100.