Ainda não é momento para expansão de lojas, diz CEO da Americanas
Fernando Soares afirma que empresa está focada em consolidação da estratégia e maior conhecimento da base de clientes após pedido de conclusão da recuperação judicial
A Americanas não pretende realizar uma expansão agressiva de lojas no curto prazo, segundo Fernando Soares, CEO da companhia.
Durante entrevista exclusiva ao CNN Money, o executivo destacou que o momento atual exige disciplina e responsabilidade com o caixa, mesmo após o pedido de conclusão da recuperação judicial.
"Ainda não é hora de uma expansão agressiva, a gente ainda tem que ter muita disciplina e responsabilidade com o caixa", afirmou Soares.
Segundo ele, os reportes de resultados da empresa mostram uma tendência positiva de recuperação e crescimento, mas é necessário continuar entregando resultados antes de pensar em expansão.
O CEO destacou que a empresa tem implementado mudanças sutis, porém impactantes, nas lojas existentes.
"As pessoas falam, mas mudou, né? É, mudou. Sabe o que mudou? A gente cortou a gôndola. A gôndola tinha um 1,75 metro, a gente cortou por 1,49", exemplificou o executivo, referindo-se à sensação de amplitude que a mudança proporcionou aos ambientes.
Foco no relacionamento com o consumidor
Um dos principais focos da Americanas atualmente é ampliar o conhecimento sobre sua base de clientes. De acordo com Soares, a empresa atende cerca de 50 milhões de consumidores por mês, mas conhecia apenas 4% dessa base. "Hoje a gente está em 55%, relançamos Cliente A, que é um programa de fidelidade", revelou.
O executivo também mencionou a importância do aprofundamento da relação com fornecedores e parceiros para a construção do futuro da empresa.
"O que mudou muito foi o nosso relacionamento com o consumidor e também com os nossos parceiros. Então, a gente se aproximou muito com a indústria e disse, olha, vamos aqui construir essa relação do consumidor juntos?", destaca.
Gestão de ativos
Questionado sobre a venda de ativos como a Uni.co, Soares afirmou que fazia parte do plano de recuperação e que a empresa mantém a preocupação em manter o caixa saudável.
"Em termos de ativos, nós temos lojas próprias, nós temos imóveis grandes, a gente pode sim continuar indo por esse caminho", disse.
A empresa também tem realizado experiências de redução do tamanho de lojas, como a eliminação de segundos andares em algumas unidades, o que segundo o CEO tem aumentado vendas, conversão e ticket médio. "Agora é um movimento mais em prol do negócio de varejo e menos em prol de recuperação judicial", concluiu Soares.


