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    BNDES teve alta de 68% em consultas por financiamento e de 92% em aprovações no 1º tri, diz Mercadante

    Segundo presidente, inadimplência no banco foi de apenas 0,01%

    Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
    Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social 06/02/2023 - REUTERS/Ricardo Moraes

    Reuters

     

    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira (25) que a instituição teve um primeiro trimestre “extraordinário” e apresentou crescimento de dois dígitos em desembolsos, consultas e aprovações ante o mesmo período do ano passado.

    Segundo ele, os desembolsos avançaram 32% entre janeiro e março e houve uma alta de 68% em consultas por financiamento e de 92% em aprovações no período na comparação anual.

    Em evento no Rio de Janeiro, Mercadante ainda afirmou que a inadimplência no banco foi de apenas 0,01% no primeiro trimestre do ano. Ele acrescentou que os dados oficiais para o período serão apresentados em 9 maio.

    ”Foi um trimestre extraordinário. Tivemos a melhor consulta desde 2014, a melhor aprovação desde 2015 e o melhor desembolso desde 2016“, afirmou Mercadante a jornalistas.

    “É um resultado muito forte e estamos muito otimista em relação ao crédito. Há uma turbulência financeira internacional, os juros lá fora podem subir segundo o mercado, mas vamos buscar e encontrar soluções para manter esse ritmo“, acrescentou.

    Para enfrentar desafios na oferta de crédito, Mercadante aposta na aprovação pelo Congresso do projeto que cria a Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD). Se o projeto for aprovado, mais R$ 10 bilhões poderiam ser injetados na economia, segundo ele.

    “Estamos muito otimista com a retomada do crescimento industrial e precisamos que o Congresso aprove a LCD, que já está na LDO. Isso dará mais funding”, afirmou o presidente do banco de fomento.

    Mercadante destacou que bilhões de dólares em forma de subsídios, boa parte não reembolsável, estão sendo irrigados nas maiores economias do mundo, e o Brasil precisa estar atento a esse movimento e adotar mecanismos de proteção e fomento.

    O programa federal Nova Indústria Brasil, de acordo com Mercadante, tem permitido ao país retomar a sua política industrial.

    O BNDES já aprovou dentro do programa mais de R$ 100 bilhões até abril para iniciativas para aumento da produtividade, indústria verde e inovadora e exportações industriais, afirmou.

    “O compromisso com essa política era chegar a R$ 250 bilhões em 4 anos. Já cumprimos mais de R$ 100 bilhões em bem menos tempo, e R$ 250 bilhões deve ser pouco“ adicionou.