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    Boeing 737 Max 9: Executivo da Alaska Airlines senta ao lado da porta em 1º voo após incidente

    Modelo voltou a operar na sexta-feira após inspeções

    As companhias aéreas forneceram dados que ajudaram a FAA e a Boeing a refinar os procedimentos de inspeção para garantir que os aviões sejam seguros para voar
    As companhias aéreas forneceram dados que ajudaram a FAA e a Boeing a refinar os procedimentos de inspeção para garantir que os aviões sejam seguros para voar @strawberrvy/Instagram via Reuters

    Gregory WallaceJeffrey KoppPete Munteanda CNN

    O modelo 737 Max 9 da Boeing voltou a operar na tarde de sexta-feira (26), quando o voo 1146 da Alaska Airlines partiu de Seattle por volta das 15h51 do horário local, com destino a San Diego.

    Esse é o primeiro voo de rendimento desse modelo desde que a Administração Federal de Aviação (FAA, da sigla em inglês) suspendeu os jatos da Boeing há três semanas, após a explosão de um plugue de porta no voo 1282 da Alaska Airlines.

    Constance von Muehlen, COO da companhia aérea, fez o voo e sentou-se no assento próximo ao tampão da porta, dizendo à CNN que tem total confiança na aeronave.

    Já Sarah Edgbert não sabia que o voo que estava fazendo era em um avião 737 Max 9 até chegar ao portão de embarque e ver as equipes de reportagem.

    Ela disse que se sentiu ansiosa no início. “Mas depois se deu conta de que provavelmente é o avião mais seguro que existe no momento, pois passou por muitos testes desde então”, disse Edgbert.

    Kent, outro passageiro, que não quis revelar seu sobrenome, afirmou: “Não vou parar de fazer o que faço”.

    “Não vou mudar meus hábitos por causa disso e vou torcer para que algo ruim não aconteça”, concluiu.

    Doug Bowman também não sabia que estaria embarcando em um avião da Max 9 até ser informado pela CNN, mas disse que tinha “coisas importantes, compromissos a cumprir” em San Diego.

    O voo saiu com atraso porque o próprio avião — número de cauda N929AK — chegou atrasado em Seattle. A aterrissagem em San Diego estava prevista para as 21h (horário de Brasília).

    A Alaska e a United Airlines — as duas companhias aéreas dos EUA que operam essa versão da última geração do 737 da Boeing — têm cancelado centenas de voos diariamente desde que o Max 9 foi pausado.

    As companhias aéreas forneceram dados que ajudaram a FAA e a Boeing a refinar os procedimentos de inspeção para garantir que os aviões sejam seguros para voar. As companhias aéreas começaram a realizar os controles de fato logo depois que a FAA emitiu instruções na quarta-feira.

    O primeiro voo é um dos três voos que a Alaska Airlines programou com jatos Max 9 para sexta-feira. A United Airlines disse que seu primeiro voo com o Max 9 está programado para domingo, mas que os Max 9s liberados estão disponíveis nesse meio tempo como sobressalentes, caso outro avião não esteja disponível.

    O CEO da Alaska Airlines, Ben Minicucci, disse na quinta-feira (25) que não está preocupado com passageiros evitando o Max 9.

    “Nossa expectativa é de que, quando nosso Max 9 voltar a operar, nossos aviões estarão lotados”, disse ele.