Caixa está aberta a discutir aquisição de carteiras do BRB, diz presidente

Carlos Antônio Vieira afirma que instituição segue padrão normal de atuação no mercado e pode analisar ativos do Banco de Brasília com base na qualidade das carteiras

Da CNN Brasil
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Em entrevista exclusiva ao CNN Money, Carlos Antônio Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou que a instituição está aberta a discutir possíveis aquisições de carteiras do BRB (Banco de Brasília), mas descarta completamente a possibilidade de federalização da instituição brasiliense e esclareceu como a instituição financeira avalia os ativos do banco do Distrito Federal.

Vieira destacou que a gestão do BRB está em boas mãos, sob comando de um executivo de mercado que já trabalhou na própria Caixa e no Banco do Nordeste.

O banco distrital tomou a decisão, por meio de um projeto de lei, de colocar ativos à disposição de um fundo de investimento.

Análise de oportunidades de mercado

"A Caixa participa em uma discussão, como qualquer banco de mercado, vendo se há oportunidade", afirmou Vieira.

Segundo ele, o Conselho de Administração da Caixa já orientou a instituição nesse sentido, e o presidente do Conselho fez uma manifestação pública sobre o tema.

"Efetivamente, nós não temos nenhuma estratégia definida nesse sentido, mas podemos conversar", complementou sobre o interesse em adquirir carteiras do BRB.

Questionado sobre uma possível federalização do Banco de Brasília via Caixa, Vieira foi enfático: "Isso não existe. A Caixa nunca discutiu isso e se ela fosse discutir um assunto desse, ela certamente teria outras instâncias de discussão".

Ele reforçou que nem o presidente da instituição, nem diretores ou vice-presidentes têm autonomia para discutir um tema dessa magnitude, pois seria uma decisão que passa por órgãos superiores à Caixa.

Além das questões relacionadas ao BRB, Vieira também comentou sobre a possível criação de um fundo para gestão dos ativos dos Correios.

Ele destacou que a Caixa tem grande experiência na gestão de fundos imobiliários e FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), estando à disposição para discutir essa possibilidade.

"Nós sabemos que os Correios têm algo em torno de R$ 5 bilhões em imóveis, é um ativo robusto e se nós formos procurados a discutir sobre esse ponto, nós estamos à disposição", concluiu.

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