Caso Master: É preciso disciplinar mercado sobre FGC, diz CEO do Bradesco

Marcelo Noronha defendeu revisão das regras do FGC para evitar uso irregular do mecanismo como garantia em investimentos de alto risco

Da CNN Brasil
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O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, defendeu a revisão das regras do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para evitar o uso irregular do mecanismo como garantia em investimentos de alto risco. A declaração foi feita durante entrevista exclusiva ao CNN Money nesta sexta-feira (6), quando comentou sobre o caso do Banco Master.

Noronha defendeu que não há problemas para bancos menores ou financeiras específicas que possuam bons modelos de negócio, mas enfatizou a necessidade de disciplinar melhor o mercado quanto ao uso da garantia do FGC.

Quanto às mudanças, destacou que é necessário estabelecer novas diretrizes que inibam a prática de utilizar o FGC como argumento de venda.

"A gente talvez precise rever algumas regras do FGC, que cabe ali ao FGC, ao Banco Central e ao Conselho Monetário Nacional, para inibir um pouco a história de vender a garantia", afirmou.

O executivo fez questão de diferenciar o propósito original do fundo da forma como tem sido utilizado por algumas instituições.

"Uma coisa é você estar garantindo o sistema até R$ 250 mil [...]. Outra coisa é você vender isso como oferta [...]. Isso não faz sentido", explicou Noronha.

Segundo o CEO do Bradesco, as mudanças nas regras devem buscar um equilíbrio que não prejudique a operação das diversas plataformas financeiras.

O executivo concluiu ressaltando que o objetivo das mudanças seria evitar novos casos similares ao do Banco Master no futuro, garantindo maior segurança ao sistema financeiro nacional sem prejudicar instituições que operam de forma adequada.

"A gente tem de ver, e eu espero que isso caminhe dessa maneira, para ter equilíbrio em todo o mercado, sem perder de vista a capacidade e a condição de todas as plataformas, inclusive a nossa", ressaltou.

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