Caso Master: Veja qual o patrimônio do banco liquidado pelo BC
Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia após o Grupo Fictor indicar interesse na compra da instituição financeira

O BC (Banco Central) decretou nesta terça-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão ocorreu menos de um dia após o Grupo Fictor indicar interesse na compra da instituição financeira, também dissolvida com a decisão.
Além disso, na noite da véspera, o dono do Banco Master foi preso na Operação Compliance Zero, que combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional.
Segundo informações atualizadas pelo BC em março de 2025, o patrimônio líquido do Banco Master é de R$ 3,214 bilhões. A instituição possuía, no mesmo período, R$ 86,4 bilhões em ativos e R$ 83,2 bilhões em passivo.
Em 2024, o banco registrou patrimônio líquido de R$ 4,7 bilhões, com um total de R$ 63 bilhões de ativos, conforme DRE (Demonstração do Resultado em Exercício). Também no último ano, a instituição dobrou seu lucro líquido, a R$ 1 bilhão, na comparação com 2023.
A instituição financeira, que possui mais de 40 anos, registrou mais de 13 mil depósitos a prazo e interfinanceiros em 2024. Os depósitos a prazo resultaram em cerca de R$ 1, 207 milhão em operações de captação no mercado.
Segundo também informações do último relatório financeiro publicado pelo banco, até dezembro de 2024, os CDBs eram emitidos com taxas praticadas em operações pós fixadas entre 96% e 140% do DI.
Além disso, no ano passado, o Banco Master concluiu as compras das instituições Banco Voiter e Will Bank.
Nota do Master
Em nota, o Master afirma que o banqueiro constituiu uma equipe de advogados que cuidarão de sua defesa.
"No mesmo dia, advogados, por ele e pelo Banco Master, colocaram-se, como já haviam feito antes, à disposição para cooperar com as autoridades, prover informações, participar de audiências, inclusive com a presença de Vorcaro", diz a nota.
Na véspera, o banco anunciou que seria comprado por um consórcio entre a Fictor Holding Financeira e investidores dos Emirados Árabes Unidos. Segundo a equipe de Vorcaro, a viagem seria para se encontrar com os compradores.


