CFO da Petrobras: É baixa a probabilidade de dividendo extra neste ano

Em entrevista ao CNN Money, executivou explicou que prioridade da estatal são os investimentos e projetos rentáveis

Lucinda Pinto, Manuela Miniguini, da CNN Brasil, São Paulo
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Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras, afirmou em entrevista exclusiva ao CNN Money, nesta sexta-feira (7), que a companhia deve priorizar investimentos rentáveis e que, eventual pagamento de dividendos extraordinários, tem pouca probabilidade de ocorrer.

"Em primeiro lugar vem os nossos investimentos rentáveis; em segundo vem gestão de divida e, por fim, vem distribuição de dividendos extraordinários (pagamento extra)." Melgarejo afirma, porém, que a última alternativa tem pouca probabilidade de acontecer ainda neste ano.

"A ideia é que este ano a probabilidade é muito baixa de ter extraordinário", complementou.

O balanço da companhia foi divulgado na noite de quinta-feira (6), e reportou um  lucro líquido de R$ 52,4 bilhões atribuído aos seus acionistas no segundo trimestre de 2026, alta de 96,8% em relação aos R$ 26,7 bilhões apurados no mesmo período do ano passado e recorde para a companhia.

Junto ao balanço, a Petrobras aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em dividendos aos acionistas, equivalente a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial em circulação.

O valor será pago como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026, com base no balanço encerrado em 30 de junho.

O desempenho foi favorecido pela cotação média do petróleo Brent, que subiu 54,1%, de US$ 67,82 para US$ 104,52 por barril em decorrência da guerra no Oriente Médio. Esse foi, inclusive, um dos fatores que impulsionou a diversificação de mercado da companhia.

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